Entre tantas paixões e amores um continua inabalável desde minha adolescência, quando ouvi pela primeira vez o baixo ao fundo desse ritmo mágico e cadenciado, que é o Reggae em sua essência. Nasci em Belém do Pará, então nada estranho, já que os ritmos que lideram por lá são esses mesmo os caribenhos, africanos e indigenas resultando em uma miscegenação de ritmos, aliás, meu pai adorava merengue, o ritmo, não a guloseima rsrsrs....Eu estava preparada ouvi a voz de Jah e sou fiel a ele desde então, e lá se vão 30 anos acompanhando tudo que se passa no universo Rastafari. Tenho muito orgulho desse meu lado reggaeira, sempre fui conhecida como a filha de Jah ou filha do Rasta, nicks que sempre usei na internet. Em agradecimento a tudo de bom que recebo de Jah resolvi reuni tudo o que a ele se refere em especial dou destaque a Robert Nesta Marley, cujas composições, sua biografia, enfim selou de vez esse pacto de amor que tenho com o Reggae. Quando meus filhos e amigos comungam comigo desse amor incondicional que tenho pela Jamaica, pela África e sua história de dor e preconceito, lágrimas me vêm aos olhos, saber que através de mim, outros estão tendo a oportunidade de conhecer, amar e respeitar os Rastas no sentindo mais amplo da palavra. Jah!!!

Rastafari I yeahaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Elsy Myrian Pantoja

Uma Filha de Jah

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

A saga de Bob Marley


Província de St. Ann - Jamaica: Ali começava a saga de um dos maiores ícones da música mundial de todos os tempos. No dia 6 de fevereiro de 1945 nascia Robert Nesta Marley, ou simplesmente Bob Marley, aquele que mais contribuiu para difusão do reggae pelo mundo.

Bob viveu na pequena St. Ann até 1957, quando se mudou para Trenchtown, um bairro muito pobre de Kingston. Lá, encontrou uma realidade árdua, marcada pela pobreza e pela violência. Foi nesse contexto social que o rei do reggae cresceu e colheu a inspiração para algumas de suas principais canções.

No final de 1961 ele se juntou ao seu meio irmão Bunny Livingston, que depois viria a ser conhecido como Bunny Wailer, e a Winston McIntosh, que ficaria famoso como Peter Tosh. Estava formado o Wailing Wailers, que contava ainda com mais dois cantores.

A primeira canção do grupo foi "Judge Not", lançada pelo selo de Leslie Kong, um comerciante chinês que começava a investir no mercado fonográfico. Leslie apostava em jovens artistas jamaicanos e, entre seus contratados, figuravam Desmond Dekker e o ainda adolescente Jimmy Cliff. "Judge Not" só foi tocada pelos alto-falantes de carros que circulavam pelas ruas de Kingston, chamados de "sound systems", uma espécie de discoteca ambulante.

Depois dessa primeira experiência no mundo da música, ainda ao lado de Bunny Wailer e Peter Tosh, Bob grava no Studio One, maior estúdio de gravação da Jamaica, o hit "Simmer Down". Misturando o ska, ritmo proveniente do rhythm'n'blues norte americano, a uma letra que se apropriava da linguagem utilizada pelos "rude boys". Logo, a canção passou a ser uma espécie de hino entre grande parte da juventude jamaicana.

O termo "rude boy" se aplicava a uma parcela dos moradores de Trenchtown e de Concrete Jungle, duas das principais favelas de Kingston, para se referir aos malandros "barra-pesada" dessas áreas. Eles andavam armados, e na maioria das vezes, estavam "alterados". Ouviam ska e adoravam provocar confusões em geral.

O sucesso de "Simmer Down" teve um efeito paradoxal na carreira de Bob Marley e dos Wailers. Por um lado, o grupo passava a ser um dos mais prestigiados entre os jovens jamaicanos. Por outro lado, os Wailers também passaram a ser associados aos "rude boys", já que a linguagem utilizada na música era própria dos famigerados malandros jamaicanos.

A partir daí, os Wailers encontraram dificuldades para ter suas músicas executadas pelas rádios locais. Elas argumentavam que as músicas eram feitas por "rude boys" rastafáris, dois segmentos sociais muito marginalizados durante as décadas de 60 e 70 na Jamaica.

Assim, Bob Marley e seus aliados tiveram que apelar para "métodos alternativos", para que suas músicas fossem tocadas pelas rádios jamaicanas. Muitas vezes, os pára-brisas dos carros dos DJs das rádios eram quebrados, caso eles não tocassem as canções dos Wailers. "Essas são as leis da sobrevivência na Jamaica", já dizia Jimmy Cliff.

Apesar do preconceito dessas rádios com relação à música dos Wailers, o grupo tornava-se cada vez mais popular na Jamaica e se constituía como a maior expressão musical entre os jovens da ilha caribenha. Logo os Wailers passaram a ser conhecidos em terras estrangeiras, graças a produtores que vislumbraram o grande potencial desse fenômeno musical jamaicano.

Com o passar do tempo, desentendimentos e o desgaste devido ao avassalador sucesso do grupo, fizeram com que cada um dos três principais integrantes dos Wailers se separassem. Peter Tosh e Bunny Wailer partiram em carreira solo e Bob Marley passou a ser a principal voz em discos antológicos feitos com os remanescentes do grupo.

Apesar dessas mudanças, os ideais e o conteúdo das letras escritas pelo rei do reggae se mantiveram e até se intensificaram. "A gigantesca projeção de Bob vem da qualidade de sua obra e da inteligência e abrangência de suas letras atentando ou relembrando a todos valores éticos, morais e de convívio social. Tudo isso misturados às gírias jamaicanas e a religiosidade (Rastafarismo). Esse caldeirão foi transformando em uma linguagem musical de compreensão universal. Bob atentava a todos sobre a necessidade de paz, união racial, amizade e fraternidade. Ele é um dos maiores ícones mundiais em aspectos musicais e sociais", comenta Carlos Contartesi.

A morte de Bob em 11 de maio de 1981 (aos 36 anos de idade), devido a um câncer generalizado que se desenvolveu a partir de um ferimento no pé, não foi suficiente para calar os ideais desse mito. Sua música e suas idéias continuam vivas e são eternizadas de geração em geração.


fonte: http://www.musiconline.com.br/bio-alfabeto1.php?codigo=56&artist=bob_marley

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Bob Marley e os negros pelo mundo

CEDELLA BOOKER


A história e a musica de Bob Marley, imediatamente conduzem todo o leitor e ouvinte atento a historia dos negros no mundo, bem assim a sua luta pela independência, libertação e afirmação.

Bob Marley nasceu e cresceu em uma Jamaica extremamente pobre, racista e altamente dominada pelo preconceito em relação ao negro e ao mestiço. Ele mesmo, filho de mãe negra e pobre, e de pai branco sofreu na pele todo tipo de discriminação, preconceito e exclusão social.

A sua musica, mais do que uma forma de expressão artística, era também um instrumento de enfrentamento, de sobrevivência e de luta por um mundo melhor.

Sua mensagem, era sempre a favor dos negros, dos oprimidos, dos excluídos e dos pobres. Bob Marley não precisava investigar muito para poder escrever uma boa letra. Bastava olhar para sua própria história e lembrar-se de alguns episódios de sua própria vida que já dava para fazer uma musica excelente.

O que Bob Marley não sabia, era que o sofrimento dos negros no mundo era diferente. Dominado pela cultura Rastafari, e conhecendo somente a realidade dos negros nas Antilhas e nos Estados Unidos, Bob Marley acreditou que em África os negros tinham a mesma necessidade dos negros em países independentes.

Ele acreditou que era igual a necessidade de liberdade, de independência e de direitos iguais em todos os negros no mundo. Durante um período dessa concepção de Bob, a Babylonia, que era o principal motor da opressão da pessoa negra, era produzido por algumas pessoas brancas que ao mesmo tempo eram imperialistas, egoístas, racistas e opressoras.

Na mentalidade de Bob Marley, pelo menos ate 1978, altura da produção do álbum Babylon By Bus, África era o continente da esperança e da salvação para a humanidade inteira. Para ele, não havia nenhum outro lugar no mundo, com melhores condições para que o homem se realize como tal senão em África.

Para Bob Marley, o único mal em África era o colonialismo, que cessando, África seria um paraíso. Tanto que 1979 ele produz o álbum Survaval, que era um apelo a união dos africanos contra o colonialismo. ‘e este álbum que contempla as musica África Unite e Zimbabe.

Para Bob Marley, completando-se o ciclo das independências com Zmbabwe, o passo seguinte seria África do Sul e Namíbia que ainda estavam sob o jugo do Apartheid e assim a África estaria livre para sempre. Ele mesmo sonhava vir para África e cá viver eternamente e em paz, como varias vezes afirmou em entrevistas, alias, o álbum Exodus era uma pregação desse retorno a África.

Porem, devido a musica Zimbabwe e devido o impacto do álbum Survaval no Mundo inteiro, Bob Marley ‘e convidado de honra para a celebração da independência do Zimbabwe em 1980 e ali, sob todas as honras oferecidas pelo então Primeiro Ministro Gabriel Robert Mugabe, ele descobre uma nova realidade.

Afinal de contas, África não era aquilo que ele sempre imaginava, mais do que a opressão colonial, mais do que o efeito do colonialismo na vida dos africanos, estavam os próprios africanos reféns de sua própria mentalidade e eles mesmos impedidos pela sua mente de perceber que eram um povo capaz de viver em harmonia, em paz e em respeito um pelo outro.

Bob Marley descobre no Zimbabwe, um povo africano que luta contra si, que se divide em si mesmo e que dentro de si cria classes sociais, se discrimina e conceitua as desigualdades. Bob Marley descobre uma África minada pela ganância dos novos dirigentes africanos que antes foram os combatentes pelas libertações e independências.

Assim ele fica a saber que o problema de África era muito mais graúdo que o que ele imaginava e do que os outros africanos no mundo pensavam. Afinal, havia ate correntes de negros que queriam voltar para África, acreditando que não havia nem na Europa, nem na América um lugar para si.

‘e assim que em 1980, bem pertinho da sua morte, ele lança um disco que ‘e fortemente dedicado aos negros nos Estados Unidos da América, nas Antilhas e na Europa para que despertem em relação a África e em relação aos negros em África: Uprising.

‘e neste album que vem a musica: Redemption Song, o hino da que libertação mental (uma referencia de que não basta ser independente politicamente) a musica Real Situation, (onde os africanos se matam entre eles) Coming in From the Cold, (a realidade gelada e tenebrosa) e Zion Train, que ‘e um comboio da libertação.

Infelizmente, o álbum Uprising foi o ultimo que ele lançou enquanto vivo. Me parece que o desgosto vivido no continente africano, o câncer que o atormentava e a dificuldade dos negros no mundo perceberem que afinal de contas, a libertação partia de dentro para fora e não o contrario, apressaram a morte da Lenda do Reggae a 11 de Maio de 1981.

Infelizmente para Bob Marley, o mundo dos negros continua o mesmo ate hoje. Grandemente influenciado pelo mercado livre e pela ignorância. Os negros continuam vivendo realidades e contextos diferentes sendo o sonho de liberdade e justiça social entre os africanos em África e no mundo uma autentica utopia.

Conscidentemente, celebra-se em Maio a Marte de Bob Marley no dia 11 e o dia do Continente Africano 10 dias depois. Neste 2008, enquanto celebramos os 27 anos da morte de Bob, também celebramos 45 anos de África. Duas idades que chamam a nossa atenção e reflexão. Receio que ate agora, Bob Marley e a África sejam muito mal entendidos e mal interpretados, tanto pelos surumaticos, bem como pelos políticos.

P.S.

No dia 8 de Abril deste ano, perdeu a vida em sua casa, em Miami, de morte natural, a senhora Cedella Marley Booker, aos 81 anos de idade. Mother B, como era carinhosamente conhecida, era a mãe de Bob Marley, filho que ela deu a luz com somente 16 anos de idade e, avo dos 11 filhos do Robert Nesta Marley.

sábado, 15 de agosto de 2009

Bob Marley o mito continua


Quem foi este fenômeno?

Embora o gueto de Trenchtown, localizado em Kingston (no eterno pais mundial do reggae - a Jamaica), aparecesse em dezenas de suas canções, Robert Nesta Marley (BOB MARLEY) nasceu em 06/02/45 na povoação rural Nine Miles. A mãe se chamava Cedella Booker, e era uma humilde agricultora. E o pai, o senhor Norval Sinclair Marley, era um oficial do exército inglês, e pertencia a uma família muito rica. Claro que os pais dele não aceitariam tal união com a simples agricultora, chegando até mesmo a ameaçar de retirar todo o apoio econômico se ele não a deixasse. Norval, então, a abandonou. BOB foi um cara muito importante para seus irmaos. Com sua música, suas idéias e seu baseado, ele espalhou pelo mundo a filosofia Rastafari.A Jamaica saiu do anonimato e começou a aparecer para as pessoas do "mundo civilizado". Cedelaa teve que suar muito a camisa para manter a família. Mudaram-se para Trenchtown próximo a Kingston, porque lá era mais fácil encontrar trabalho. E foi exatamente lá que Bob Marley veio a conhecer Bunny Livingstone e Peter Tosh, e com eles acabou formando o Wailin' Wailers.

Suas Músicas

O estilo Wailers foi se transformando, mudando à medida que os ritmos jamaicanos evoluíam. Mas uma coisa saltava aos olhos de imediato: o som vocal ainda os distinguia, com Bob Marley como solista, para apoiar as harmonias de Bunny e Tosh. Eles se inspiravam nos grupos vocais americanos dos anos 50, como Moonglows e os Impressions. Nenhuma música foi mais natural do que a de Bob Marley. A maioria dos outros músicos, não importa a que estilo pertencem, se curvaram perante as regras do marketing e as pressões comerciais (de cada vez fazer maior sucesso), sem importar-se com a imagem ou ideologia que antes existia por trás. Mas quanto a isso Bob Marley soube se manter firme. A musica que dele saia era tão simples e clara. E fluía tão facilmente quanto a sua própria respiração.

texto copiado na integra de pesquisas na internet
desconheço o autor

Familia Marley

O C.E.O. da Tuff Gong International está desenvolvendo seu próprio vestuário linha Cedella Marley

Damian's blow-out hit Bem-vindo ao Jamrock ele ganhou dois prêmios Grammy Damian Marley

Espiritualidade características de relevo na Julian's música Julian Marley
Ky-Mani Marley
Rita Marley


Stephanie Marley
D
Stephen Marley

Ziggy Marley


Karen Marley

Sharon Marley Sharon Marley

domingo, 26 de julho de 2009

Lado sentimental de Bob Marley


A vida de Bob Marley tem sido contada, recontada e analisada em milhares de teses, artigos, livros, CD-Roms e Páginas da Internet). Novos relatos foram ou estão sendo lançados e continuarão sendo ao longo dos anos, afinal ele é um dos artistas mais influentes do século.

Ao mesmo tempo novos lançamentos na área musical têm trazido à tona obras do mestre do reggae que apenas algumas pessoas haviam ouvido até hoje. No entanto, enquanto sua vida continua sendo revolvida, há pouca coisa escrita sobre a sua obra. Uma das exceções foi o artigo que Michael Kuelker escreveu para edição anual de 1999 da revista americana The Beat sobre Marley chamado "Bob Marley à luz do Livro dos Provérbios", em que ele traça as influências deste livro da Bíblia sobre as letras das canções do Tuff Gong. Menos ainda foi escrito sobre o lado romântico de Marley, o que é uma pena, pois ele nos brindou com algumas das mais belas canções de amor da história da música popular.
Parte do que foi publicado sobre ele fala de sua atribulada vida amorosa, dos vários filhos que deixou com diversas mulheres, da sua inconstância nos relacionamentos, mas pouco foi dito sobre suas letras, que sempre louvaram, lamentaram a falta ou relataram boas experiências com elas, jamais as desrespeitando, como em alguns exemplares da música jamaicana atual. O lado emotivo foi certamente importante na obra de Bob Marley, mas muitas vezes passou desapercebido, ofuscado ora pelo perfil militante que ele privilegiou nos últimos anos de vida, ora pelo perfil mulherengo que alguns querem ressaltar em sua trajetória. E mesmo assim foi a vertente responsável por alguns dos maiores sucessos do rei do reggae, ajudando a tornar o ritmo de Jah popular em todo o mundo.
No início da carreira foi influenciado por grupos americanos como os Impressions (liderado por Curtis Mayfield, recentemente falecido, que foi o autor de "Keep on Moving", muitas vezes atribuída a Marley). Por isso ele gravou, como um dos Wailers, diversos clássicos do cancioneiro romântico, como 'Ten Commandments of Love', 'Teenager in Love' e até 'And I love Her', dos Beatles. Marley também era o que compunha a grande maioria das canções de amor dos Wailers, como "Do you feel the same way", "Do you remember" – 'Do you remember the first time we met? / It was a moment I never will forget... (Você se lembra da primeira vez que nos encontramos? / Foi um momento que nunca esquecerei...) –, "I'm still waiting", a comovente "Wages of Love", "There she goes" , "I Need You", "Diamond Baby", "I Don't Need your Love", entre outras gravadas para Coxsonne Dodd até 1967. Foi talvez a fase em que Bob deixou que sua emoção transparecesse de forma mais explícita nas gravações, coincidindo com seu romance e casamento com Rita Marley, em 66. São faixas que vão do ska ao rocksteady, acompanhando as tendências da música jamaicana (que podem ser ouvidos em coletâneas como 'Birth of a legend' [Columbia] e 'One Love' [Heartbeat]). Mas logo seriam os Wailers que ditariam o ritmo na ilha.
Enquanto isso não acontecia, eles continuavam em sua busca pelo reconhecimento, gravando no final dos anos 60 com vários produtores, como Leslie Kong, Danny Sims e Lee Perry. Com eles Marley exacerbou o seu lado conquistador, gravando faixas que traziam insinuações sexuais, como "Stir it Up", "Do it Twice", "Try me", "No Water", entre outras. Logo o som dos Wailers estaria maduro para o mercado internacional e este começou a ser ganho a partir da entrada do grupo na gravadora inglesa Island.
O romantismo ficou em segundo plano e os quatro primeiros álbuns dos Wailers para a Island destacaram a face militante e a espiritual do grupo. Era justamente na conjugação destes dois lados que estava a originalidade da banda e foi por isso também que estes aspectos de sua música foram privilegiados, apesar da vida amorosa de Marley continuar movimentada. Nos quatro primeiros álbuns sob este selo, 'Catch a Fire', 'Burning', 'Natty Dread' e 'Rastaman Vibration' (neste dois últimos sem Bunny Wailer e Peter Tosh), apenas a regravação de 'Stir it Up' e 'Baby we've got a Date' tocavam no tema amoroso. Tema que, não por acaso, voltaria com força apenas nos dois discos lançados após o atentado que quase tirou a vida de Marley em 76, que foram 'Exodus' e 'Kaya'.
'Exodus', eleito pela revista Time como o álbum do século ainda traz as sequelas do atentado, mas também o que um dos biógrafos de Marley, o jornalista Stephen Davis (que também escreveu o clássico 'Reggae Bloodlines', considerou como 'as canções de amor mais passionais e mais profundamente sentidas que ele jamais escreveu', o que aquele autor considerou como um reflexo de seu caso com a modelo jamaicana Cindy Breakspeare. 'Waiting in Vain' (que muitos acham ter sido dirigido a ela) retoma o tema da espera também explorado em 'I'm still waiting' (uma canção da primeira fase dos Wailers). 'Turn your lights down low', uma canção pouco conhecida do repertório de Bob (que recentemente ganhou uma bela versão cantada por sua nora Lauryn Hill), são de uma rara inspiração, traduzindo um momento de bonança emotiva.
Cindy Breakspeare foi eleita Miss Mundo em 1976 e é por muitos considerada como o grande amor de Marley, relacionamento que gerou o hoje também cantor e DJ Damian Marley
Em 'Kaya' predomina a postura de celebração da vida, com gravações extremamente relaxadas que contam as pequenas alegrias do cotidiano, como 'Easy Skanking', que abre o álbum. Outras faixas como 'Sun is Shining', uma regravação de uma de suas colaborações com Lee Perry, a própria faixa-título e, naturalmente, as faixas de cunho romântico, vão na mesma direção. 'Kaya' traz a mais conhecida canção de amor de Bob, "Is This Love", onde Marley 'põe as cartas na mesa' e se declara para sua amada, dizendo querer morar com ela, ser legal com ela, enfim, tudo o que uma mulher gostaria de ouvir em uma situação como essa. Por outro lado também traz 'She's Gone', canção que é uma espécie de continuação da antiga 'There she goes', onde esta narrava a partida da mulher amada, enquanto que naquela o amante abandonado se lamenta por tê-la deixado partir. Aliás o número razoável de músicas de 'dor-de-cotovelo' na obra de Marley parece sugerir que ele também sofreu nas mãos de suas mulheres. Outra regravação da época de Perry, 'Satisfy my soul', talvez seja a que melhor traduz o espírito do álbum, onde Marley pede à mulher que não o abandone porque ela satisfaz a sua alma, evocando uma das grandes paixões do cotidiano dos jamaicanos, a corrida de cavalos, ao cantar que ela o faz se sentir como um vencedor da 'sweep-stake', que é uma modalidade de competição eqüina.
Bob Marley fez canções sobre todos os sentimentos envolvidos nos relacionamentos amorosos, como desejo, ternura, abandono, desespero, fossa, alegria, companheirismo
Mas o destino iria intervir novamente e a descoberta da doença que acabaria por levar Marley para Zion, em 81, fez com que ele mais uma vez se concentrasse na mensagem político-religiosa, pois sentia que tinha pouco tempo e queria fazer as coisas acontecerem. E foi justamente o que ele fez ao compor músicas como "Zimbabwe", responsável pela inspiração revolucionária dos combatentes daquele país em sua luta contra o regime de dominação dos colonizadores de ingleses (e alguns rumores dizem que ele teria inclusive financiado a compra de armas para eles, o que não é de todo improvável). Assim, os seus últimos álbuns, que são 'Survival', 'Uprising' e ''Confrontation', passam ao largo do romantismo (a faixa 'Could you be Loved', apesar do título, é mais um apelo para as pessoas lutarem por suas vidas, do que uma canção de amor).
Recentemente o documentário "Rebel Music" abordou com mais profundidade o papel das mulheres na vida de Marley, com depoimentos de Esther Anderson, contratada pela Island para trabalhar com Marley e que acabou tendo um caso com ele (ela diz ter inclusive sugerido versos para músicas como "I Shot the Sheriff") e Cindy Breakspeare. Rita esclarece que nunca lidou com naturalidade com a questão mas que hoje aceita os filhos que Marley teve com outras mulheres como se fossem seus.
O amor e o sexo são temas vitais, cantados por Marley enquanto ele se sentia pleno de vida e sentimento. Que sua produção romântica tenha sido negligenciada em seus últimos anos foi uma indicação clara de sua partida iminente. Talvez alguns entendam que este foi um tema menor em sua carreira, mas um estudo de maior fôlego sobre sua vida e obra pode mostrar que este era um lado importante e não marginal da sua personalidade. Uma faceta que ele só deixou de traduzir em suas canções quando precisou marcar uma imagem nítida para o público fora da Jamaica e quando sua vitalidade já estava sendo minada pelo câncer. Negar o Bob Marley terno, o Bob Marley amoroso é negar a sua vida, é reduzí-lo ao estereótipo, é terraplanar a personalidade complexa de um ser humano como nós. Falar do Bob Marley sentimental é falar deste lado humano tantas vezes ofuscado por uma imagem onipresente que foi construída em parte pela mídia e em parte por ele mesmo. Um estudo mais aprofundado sobre este assunto poderá revelar nuances desconhecidas do homem e do artista Bob Marley.

Fontes para este artigo: Revista The Beat , Bob Marley (Stephen Davis), Documentário "Rebel Music"

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Historia da Música Jah Live

A morte do imperador da Etiópia, Hailé Selassié I, em 27 de agosto de 1975, parecia ser o golpe fatal no movimento rastafari. Para os rastas, ele era a encarnação de Deus, ou Jah, e deveria conduzir os negros do mundo inteiro `a redenção e `a vitória na luta contra a Babilônia.O Jornal “Daily Gleaner” preconizava que Jah estava morto.A forma esguia de Bob mal era visível à pouca luz emitida pelos escassos spots do estúdio de gravação de Harry J no número 10 da avenida Roosevelt em Kingston. Vestindo uma camisa de algodão marrom, calças de brim e requintadas botas de camurça, ele se postava de mãos nos quadris no meio do abarrotado estúdio de pé-direito alto. Uma delicada nuvem de fumaça subia de um spliff em sua mão, circundando-lhe a cabeça reclinada de onde pendiam os dreadlocks enquanto ele se concentrava. O relógio da parede marcava 10:30 de uma certa noite no mês de setembro de 1975.As gravações para o disco Rastaman Vibration dos Wailers haviam sido deixadas de lado para permitir um projeto especial, de emergência. O engenheiro Sylvan Morris, um negro corpulento e solene, sentava-se envergado sobre a mesa de dezesseis canais no lado de lá do painel de vidro sujo que separava a cabine de controle do estúdio; ele pegou uma garrafa bojuda de Dragon e tomou um gole enquanto aguardava algum sinal para dar início à fita. Não se ouvia nada, exceto a deglutição de Sylvan, seguida de um arroto abafado.Talvez tenham-se passado dois minutos até que Bob levantou a juba de Medusa. Ele colocou os fones de ouvido, deu uma tragada de encolher as bochechas no spliff e fez um aceno com a cabeça. Uma trilha instrumental que os Wailers tinham feito à tarde começou a jorrar dos gigantescos monitores pendurados acima da mesa de mixagem.Havia um padrão de bateria, um baixo entorpecente pilotando a bateria, e uma guitarra rítmica em surdina. Bob deu um passo rápido em direção ao microfone e paralisou as dez pessoas que se amontoavam na cabine do engenheiro quando começou a cantar:
Selassie lives! Jah-Jah lives, children!Selassié vive!
Jah-Jah vive, crianças!Jah lives! Jah-Jah lives!Jah vive! Jah-Jah vive!Fools sayin’ in dere beart,Os tolos dizem de coração,Rasta yar God is deadRasta, seu Deus está mortoBut I&I know ever moreMas eu, eu sei cada vez maisDreaded shall be dreaded and dread…’Os dreads serão temidos e respeitados…
Os rostos de Family Man e Carly se congelaram num amplo sorriso beato que eles compartilharam com os outros presentes: Al Anderson; Lee Perry e sua esposa; Rita; Marcia Griffiths e sua amiga Judy Mowatt, ex-vocalista do grupo Gaylets e terceira integrante de um trio recém-formado chamado I-Threes – o novo grupo vocal de apoio dos Wailers; além de dois recentes acréscimos a estes, o organista Bernard “Touter” Harvey e Earl “Chinna” Smith na guitarra base. Ninguém se mexia, todos com os olhos pregados na figura magricela do outro lado do vidro. Sua cabeça esbelta jogava para trás e ondulantes guirlandas de uma espessa fumaça branca exalavam de suas largas narinas enquanto ele pleiteava devoção atemporal ao Jah Rastafári.E enquanto ele cantava, a aguçada malha musical ficava cada vez mais alta, crescendo em espirais, num círculo estonteante de tensão e relaxamento, tensão e relaxamento, até o controle psíquico tornar-se insuportável. Gotas de suor surgiam na testa ampla do rosto barbudo de Family Man, e seu sor-riso nele estampado mostrava-se cada vez mais maníaco, quase grotesco.Sem avisar, Marley girou de repente e explodiu em áspera exultação primal que retumbou pelo prédio como um maremoto. As estátuas escuras do outro lado do vidro, de um salto, voltaram à vida; começaram a pinotear e a arremeter em furioso abandono e logo a dançar de uma saleta para outra enquanto Marley mandava sua áspera voz de tenor nas maiores alturas:
The truth is an offense but not a sin!A verdade é uma ofensa mas não um pecado!ls he laugh last, is he ruho svin!Quem ri por último é quem ganha!ls a foolish dag barks at a flying bird!O cão que ladra para um passarinho voando é bobo!One sheep must learn to respect tbc shepherd!Uma ovelha precisa aprender a respeitar o pastor!Jah lives! Selassie lives, chill-drannn!Jah vive! Selassié vive, crianças!Jah lives!
Jah-Jah lives!’Jah vive! Jah-Jah
Em uma semana, Jah Live estava em todas as lojas de discos de Kingston. Um sujeito do Daily Gleaner foi até o estúdio de Harry J para perguntar a Marley sobre o grande sucesso, e Bob lançou-lhe um olhar que quase fez parar o coração do repórter.
– Não se pode matar Deus – sussurrou Marley.
Esse texto foi reproduzido na integra do blog Big Marley
E as Fotos de pesquisas no Google Imagens

segunda-feira, 13 de julho de 2009

06 de fevereiro


06 de Fevereiro...

Dia 06 de fevereiro, um dia como qualquer outro. Será? Pra muitos pode ser um dia normal, mas para uma nação é um dia de comemoração, é dia do povo todo festejar o seu maior nome. Nesse dia nasceu em Niles Miles, um vilarejo do município de St. Ann, na Jamaica, Robert Nesta Marley ou majestosamente Bob Marley.

Bob Marley é até hoje reverenciado no mundo todo,e suas músicas serão eternas. Mas, será que conhecemos o universo reggae, a história, a cultura? Eis, uma viagem ao mundo de Jah...

Que o reggae surgiu na Jamaica todo mundo sabe. O que pouca gente sabe é que esse ritmo na realidade nasceu de uma fusão de alguns outros sons jamaicanos como o Mento, que por sua vez foi originário de misturas das batidas dos tambores escravos e da música popular européia, e de canções inglesas que foram se unindo evoluindo através dos tempos. Uma curiosidade do Mento eram os instrumentos utilizados, como flautas e saxofones, feitos de bambu.

Juntamente com a libertação da Jamaica, que deixou de ser colônia inglesa no início dos anos 60, surgia o Ska. Naquela época borbulhavam talentos pelos guetos jamaicanos, o Mento foi se modificando e coletivamente foi originando esse novo ritmo que não demorou muito para contagiar a ilha toda. Ainda se tem dúvida sobre a origem do nome Ska. Uns dizem que vem do som das guitarras conhecida também como tchaka-tchaka, outros dizem que vem da gíria de rua skavoovie, uma interjeição de aprovação.

As batidas aceleradas do Ska soavam em toda ilha, eis que um cantor, Hopeton Lewis, pediu para os músicos desacelerarem um pouco a música para que ele encaixasse uma letra e pronto, surgia o Rocksteady que dominou a Jamaica de 66 a 68 e talvez por causa do nome que se assemelha com Rock n' Roll não tenha vingado. A verdade que o Rocksteady foi o primeiro formato do Reggae que hoje conhecemos.

Daí pra frente o reggae evoluiu e se tornou cultura mundial. Suas mensagens atravessarão gerações e provavelmente serão eternas. Os rastafaris plantaram a semente do reggae, que cresceu, criou folhas e gerou frutos. Esses frutos alimentaram aquela ilha da América Central e a brisa fez o papel de semear o resto do mundo.

Algumas curiosidades do mundo do reggae: O pai de Bob Marley era inglês, branco e militar, de 50 anos e se chamava Norval Marley. A mãe de Bob, Cedella Booker, tinha apenas 18 anos. O pai abandonou-o um dia após o casamento. O avô materno, Omeriah Malcolm, era uma espécie de curandeiro ou feiticeiro que afastava o mal. Bob morou na favela de Kingston, e sua mãe mesmo sendo empregada doméstica pagou escola particular para o filho. Na primeira profissão como aprendiz de soldador, Bob se queimou com o maçarico e abandonou a carreira. No final de 1966, imperador da Etiópia, Ras Tafari Makonem visitou a Jamaica e foi recebido por cerca de cem mil fiéis que vieram de toda a ilha para reverenciá-lo. Bob se converte ao rastafarianismo e a religião faz a cabeça de todos os jovens do gueto. O som dos tambores escravos que influenciaram as batidas do reggae, provavelmente soaram em alguns quilombos brasileiros, pois, nação Nagô e Yorubá também fizeram parte do tráfico negreiro jamaicano.

Filosofia Rastafari – Tem objeções a escovamento e corte de cabelo, tatuagens e cortes de carne. São vegetarianos. Respeitam todas as religiões e doutrinas, mas só louvam a Rastafari. Buscam a irmandade da humanidade através do amor. Ódio, ciúmes, inveja, engano, fraude traição são sentimentos abolidos dos Rastafaris. Não aprovam os prazeres da vida moderna. Estendem a mão a qualquer irmão, mas, primeiramente para os Rastafaris. São aderentes da antiga Lei da Etiópia. As bebidas são, preferentemente, chá de ervas. Ao contrário de que muitos jovens pensam, a maconha não é utilizada por todos os Rastas e os que a utilizam visam a purificação e limpeza e os rituais são controlados. Nunca utilizam maconha por diversão ou prazer.

Dia 06 de fevereiro, Bob Marley estaria fazendo 59 anos, mas infelizmente poucos jovens conhecem a significado dele para o povo Jamaicano e para os amantes do reggae. Confundem suas atitudes com marginalização, seus pensamentos com alucinações, sua filosofia de vida com delinqüência. Acho que se Bob Marley pudesse pedir um presente pro povo brasileiro, pediria para que purificássemos a mente de nossos jovens e de certas bandas que sabotam o verdadeiro estilo regueiro. Que Jah olhe por nós!!!

Alexandre (Tatu) Frassini
Imagem de ilustração colhida do blog Casa do Reggae

sábado, 11 de julho de 2009

Resumo da Historia de Marley


A nossa história tem seu início a partir de 6 de Fevereiro de 1945, província de St. Ann, Jamaica, ali, nesta data, nascia o filho de Cedella Booker, uma moça pobre e negra, com Norval Marley, um homem com posses e branco, seu nome: Robert Nesta Marley, o Rei do Reggae, Bob Marley. O homem que no futuro, iria se encarregar pessoalmente de botar a Jamaica no mapa e mudar, com seu estilo próprio de ser, a música mundial.

Bob, com seis anos descobre que sua vocação realmente era ser músico. Depois de voltar de sua 1ª visita a Kingston, a capital jamaicana, ele já dizia que um dia iria cantar.

Com doze anos se muda para Trench Town, bairro barra pesada de Kingston. era ali que Bob iria conhecer Bunny Livingston e Winston Hubert McIntosh, respectivamente, Bunny Wailer e Peter Tosh.

Depois de ralar muito conseguem seu primeiro sucesso: " Simmer Down", um ska, Bob conhece Rita Anderson e se casa com ela. Três dias após se casar com Rita, Bob aceita o convite da mãe de morar nos Estados Unidos, já que a música não estava lhe rendendo nada graças a uma crise que estava instaurada nas gravadoras.

Após ficar oito meses nos E.U.A., Bob volta com uma música para Rita, "Stir It Up", que depois se tornaria um grande sucesso. Mas as coisas na Jamaica tinham mudado com a visita do Imperador da Etiópia, Hailé Selassié, que é considerado o Deus da filosofia Rastafari, que Rita e os outros amigos de Bob tinham abraçado. Bob a partir daí passa a ser Rastafari.

Após muitos anos de busca pelo sucesso, o Wailers, batem a porta de Chris Blackwell. Ele diz a Bob que deve liderar os Wailers, e então mudam o nome da banda para Bob Marley & Wailers. Isto causa muita raiva em Peter Tosh que decide abandonar o grupo e seguir carreira solo. Mais tarde, Bunny também deixaria o grupo porque não gostava de viajar.

Em 1974, entram as I-Threes, trio formado por Rita Marley e mais duas amigas. Este ano também é marcado pelo lançamento de um disco muito importante da carreira de Bob, "Natty Dread", que puxado pelo hit "No Woman No Cry" marca a entrada de Bob para o time de superstars.

No dia 3 de dezembro de 1976, Bob sofre um atentado, escapa e faz o show pelo qual ele havia sofrido o atentado. Este show seria um show para unificar a Jamaica que estava dividida pela política.

Em 1977, já separado de Rita, ele se casa com Cindy Breakspeare, branca e bem-nascida. Os rastas não gostam e vão até Bob para reclamar e ele diz para não se meterem em sua vida.

Neste mesmo ano, acontece o acidente que mais tarde viria causar a morte de Bob. Ele machuca o dedo do pé jogando futebol. Após muitos descuidos, um médico descobre um pequeno câncer. Ele é aconselhado a amputar o dedo mas diz não e segue em frente com a carreira.

Em 1978, o Rei ficou preocupado com a situação na Jamaica, que mais uma vez estava em sérias dificuldades por causa da política. Ele faz então um de seus shows mais importantes: o One Love Concert. A platéia parece que sentia a dor de Bob e pára diante da cena que via: Bob, entre Michael Manley e Edward Seage, os dois maiores rivais políticos da ilha.

Em 1980, Bob vem em uma rápida visita ao Brasil. Nesta curta visita, Bob jogou futebol e participou de uma festa no Morro da Urca promovida pela gravadora Ariola que acabava de chegar ao Brasil. Infelizmente, não tivemos o prazer de vê-lo tocar com seus Wailers em Terras Brasilis, show que ele prometeu, mas por vontade de Jah, não pôde fazer.

Ele não pode fazer aquele show por um só motivo: sua morte ocorreu pouco mais de um ano depois.

Bob estava em uma turnê americana quando, correndo no Central Park, desmaiou. Era culpa da ferida no dedo. Ela havia evoluído para um cancêr e já dominava os pulmões e o cérebro do cantor. Não se tinha muito o que fazer, mas Bob, como era valente, decidiu tentar um tratamento experimental na Alemanha que, infelizmente, não deu certo.

No dia 11 de Maio de 1981, as rádios jamaicanas anunciaram: "Morreu hoje pela manhã, o honorável, Robert Nesta Marley". Bob tinha apenas 36 anos. Seus funerais são acontecimento nacional na Jamaica, as pessoas queriam cantar e beber para homanageá-lo. Bob morreu mas seu legado de músicas e seu jeito de ser, permanecerão vivos por toda a eternidade, porque as gerações novas nascem, crescem, conhecem Bob, se apaixonam pelo reggae e sua filosofia, têm seus filhos, passam isto a eles, e finalmente morrem, sabendo que não deixaram morrer a lembrança daquele que lutou de todas as formas que pôde para acabar com a violência e unir seu povo. Na Jamaica ele conseguiu. Se espelhe nisto, siga o que Bob ensinou, você verá que vale a pena lutar pelos seus ideais e com certeza fará um mundo melhor para você mesmo. A seguir, você lerá uma oração rastafari. Pense nela e verá que se abrir mão de certas coisas, você facilmente chegará a outras mais importantes e necessárias.

Aqui vai :

" Amando Jah, eu vou prosperar...

Que o Teu amor e prosperidade estejam sempre em meu lar...

Peço também que proteja os meus companheiros...

Que o Teu amor esteja com eles...

Por causa da força do Altíssimo, Jah, Ras Tafari-I...

Eu renuncio a tudo que tenho.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Sobre a Morte de Marley






No fim da turnê européia Marley e a banda foram para os Estados Unidos. Bob fez dois shows no Madison Square Garden, mas logo após caiu seriamente doente. Três anos antes, em Londres, ele havia ferido o dedo do pé jogando futebol. O ferimento se tornou canceroso e, apesar de ter sido tratado em Miami, continuou a progredir. Em 1980, o câncer, em sua forma mais virulenta, começou a se espalhar pelo corpo de Bob. Ele controlou a doença por oito meses, fazendo tratamento na clínica do Dr. Joseph Issels, na Bavária. O tratamento de Issels era controvertido por só usar remédios naturais e não tóxicos e, por algum tempo, pareceu estabilizar a condição de Bob. Entretanto, repentinamente a luta começou a ficar mais difícil. No começo de maio ele deixou a Alemanha para voltar à Jamaica, mas não completou a viagem. Bob Marley morreu num hospital de Miami na segunda-feira, 11 de maio de 1981. No mês anterior, Marley havia sido agraciado com a Ordem do Mérito da Jamaica, a terceira maior honra da nação, em reconhecimento à sua inestimável contribuição à cultura do país. Na quinta-feira, 21 de maio de 1981, o Honorável Robert Nesta Marley O. M. recebeu um funeral oficial do povo da Jamaica. Após o funeral - assistido tanto pelo Primeiro-Ministro como pelo líder da oposição - o corpo de Marley foi levado à sua terra natal, Nine Mile, no norte da ilha, onde agora descansa em um mausoléu. Bob Marley morreu aos 36 anos, mas a sua lenda permanece viva até hoje.

Elsy Myrian Pantoja

sobre a morte de Marley

quarta-feira, 8 de julho de 2009

A África, o Rastafári & o Reggae

Resumo escrito por:AnaMariaJoaquina
Não é só por ser "o berço da humanidade" que o ocidente tem dívida com a África.

O continente foi e ainda é um dos mais explorados durante a história moderna. Sua rica cultura faz parte do repertório mundial.

O "rastafári", religião que ganhou a fama no mundo graças ao reggae, pregava o "retorno" dos negros ao continente de seus antepassados. Jah (Deus) teria lhes apontado a terra prometida e um representante, que era o imperador da Etiópia.

A palavra rastáfari significa: Príncipe ("ras", em aramaico) Tafari, título do imperador "divino" na infância.

A África, como a América, foi alvo de disputa entre europeus durante séculos. Os portugueses passaram por lá e impuseram seu idioma, que é, hoje, a língua oficial de países como Guiné-Bissau.

O nome de uma etnia africana, trazida escravizada ao Brasil, deu origem a uma palavra usada popularmente para se referir a uma parte do corpo. Eram os africanos do grupo Mbunda, de Angola.

O turismo de safári é importante fonte de renda para o Quênia.

O governo de Ruanda acusa a França de ser cúmplice pelo massacre de um milhão de cidadãos de etnia Tutsi.

A África, o Rastafári & o Reggae Originalmente publicado no Shvoong: http://pt.shvoong.com/social-sciences/anthropology/1859249-%C3%A1frica-rastaf%C3%A1ri-reggae/

" Fique certo de que todos sabem que o pai de Bob era um homem branco e que sua mãe era uma mulher negra da Africa/Jamaica. E que seu propósito e sua vida era "one love", e ele dizia:"Se não conseguir fazer com que as pessoas se unam, negros e brancos, nessa vida, então não quero essa vida". Era isso que Bob dizia. Então deixe que todos saibam que isso não era uma questão de cor. Era uma questão de Deus, somos todos Suas crianças e isso é o que temos que promover-união, não importa a cor ou credo. Fazer com que todos se unam, porque estamos aqui para ajudar uns aos outros e estar a serviço de uns aos outros em nome de Deus, quer você o chame de Jah ou de qualquer outro nome, você não conhece a face de Deus. Deus não tem cor. Deus diz que Seu nome é Amor. Então temos que praticar o amor, o amor incondicional".
Junior Marvin
Nossas postagens são feitas através de pesquisas na Internet, dando os devidos créditos de origem. Aceitamos colaboração e sugestão através do email: elsymyrian@hotmail.com

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