Entre tantas paixões e amores um continua inabalável desde minha adolescência, quando ouvi pela primeira vez o baixo ao fundo desse ritmo mágico e cadenciado, que é o Reggae em sua essência. Nasci em Belém do Pará, então nada estranho, já que os ritmos que lideram por lá são esses mesmo os caribenhos, africanos e indigenas resultando em uma miscegenação de ritmos, aliás, meu pai adorava merengue, o ritmo, não a guloseima rsrsrs....Eu estava preparada ouvi a voz de Jah e sou fiel a ele desde então, e lá se vão 30 anos acompanhando tudo que se passa no universo Rastafari. Tenho muito orgulho desse meu lado reggaeira, sempre fui conhecida como a filha de Jah ou filha do Rasta, nicks que sempre usei na internet. Em agradecimento a tudo de bom que recebo de Jah resolvi reuni tudo o que a ele se refere em especial dou destaque a Robert Nesta Marley, cujas composições, sua biografia, enfim selou de vez esse pacto de amor que tenho com o Reggae. Quando meus filhos e amigos comungam comigo desse amor incondicional que tenho pela Jamaica, pela África e sua história de dor e preconceito, lágrimas me vêm aos olhos, saber que através de mim, outros estão tendo a oportunidade de conhecer, amar e respeitar os Rastas no sentindo mais amplo da palavra. Jah!!!

Rastafari I yeahaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Elsy Myrian Pantoja

Uma Filha de Jah

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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Dança Conteporânea Africana


Um dos estereótipos mais persistentes sobre a cultura africana é provavelmente que os africanos são um povo que tem um talento inato para o ritmo, o movimento e a dança. Quando se pensa em danças de África, geralmente, vem-nos à memória danças tradicionais e rituais, com os seus saltos atléticos, figurinos exóticos e ritmos de êxtase. A dança tradicional africana é, de facto, uma expressão fortíssima de sentimentos artísticos, emocionais e religiosos, que não tem igual pelo mundo fora.

No entanto, esta imagem precisa de dois importantes ajustamentos. Em primeiro lugar, é uma generalização pouco correcta falar do ‘povo africano’. África é habitada por centenas de povos diferentes e, embora tenham muito em comum, cada um destes povos tem a sua própria cultura, os seus próprios hábitos e muitas vezes a sua própria língua. Só em Moçambique, por exemplo, são faladas 52 línguas africanas diferentes.

Em segundo lugar, é importante frisar que África é um continente em movimento. Houve, em todos os novos estados africanos, a seguir da independência, um movimento forte e natural que procurava voltar às origens. Finalmente, pensava-se, era possível viver a própria cultura, sem restrições, sem medo, sem interferência da cultura do colonizador. Na área da dança, isto significava um esforço admirável de pesquisa e re-descobrimento das danças tradicionais, muitas vezes já fora de uso depois de anos de guerra. Nesta primeira fase, tudo o que vinha do ocidente era suspeito, mas à medida que as relações com os países do Norte se iam regularizando, cresceu a curiosidade e a vontade de se inserir num ‘mercado’ artístico cada vez mais internacional. Começando pela música, os artistas do velho continente começaram a experimentar misturar elementos locais com influências artísticas internacionais.

Também os bailarinos e coreógrafos, começaram a procurar alargar o seu vocabulário. Hoje em dia, existem em vários países africanos companhias e coreógrafos que já não se contentam com a manutenção das danças tradicionais; querem assumir o papel do autor/criador e alargar o seu vocabulário coreográfico, para poder falar sobre a vida urbana, com a sua aceleração, o seu cosmopolitismo, os problemas sociais,... Hoje em dia, a procura destes pioneiros de uma nova fusão entre as suas raízes culturais africanas e as várias formas e estilos da dança contemporânea ocidental, é uma das mais fascinantes evoluções da arte coreográfica.

Em dois pequenos ciclos, o Centro Cultural de Belém apresenta estas novas danças africanas: este mês de Dezembro, serão apresentadas duas peças do coreógrafo Mano Preto da companhia Raiz di Polon de Cabo Verde, Pêtu e CV Matrix 25, e o espectáculo Figninto da companhia Salia nï Seydou de Burkina Faso. Para o mês de Junho do próximo ano, já estão previstas duas estreias, uma pela companhia Raiz di Polon, desta vez numa coreografia de Zema Monteiro, e outra pela Companhia Nacional de Canto e Dança de Moçambique.

Texto e Imagem pesquisado www.atambrur.com

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Os tambores que falam


Em toda a África negra, o tambor, além de ter uma função musical, foi, e é, um dos principais meios de comunicação social. Se é tocado numa colina, o som de um tambor pode ser escutado numa área de quarenta quilómetros. Para que seja mais eficaz a transmissão da mensagem, é frequente o toque dos outros tambores intermédios cada sete ou dez quilómetros.

Na tradição cultural europeia criou-se a ideia estereotipada de que entre os povos africanos os tambores seriam um instrumento de guerra. Esta é uma ideia equivocada. Os tambores são um meio de comunicação que permite às pessoas comunicar entre si novidades importantes, através deles apela-se à solidariedade e ao trabalho em conjunto na reparação de uma ponte ou de uma estrada ou ainda a limpeza de um rio ou um lago, e são usados também com a finalidade de convocar a comunidade para as reuniões ou para as celebrações rituais.
Para se ser mais exactos, os tchreman (tambores que falam), mais do que emitir sons, pronunciam palavras, porque quem os toca fá-lo para transmitir notícias, conta histórias e narra as gestas heróicas dos antepassados.
Ao longo da história de África, os tambores substituíram os livros e as pessoas que os faziam soar eram muito sábios, eram verdadeira e autenticamente bibliotecas vivas.
O africano distingue os “tambores que falam” daqueles que são usados só como instrumentos musicais. Os tchreman são utilizados unicamente nas celebrações oficiais e a pessoa que o toca é um “consagrado” a este serviço, enquanto que os outros são instrumentos “profanos”, e podem ser tocados em qualquer ocasião e por qualquer pessoa. O próprio termo tchreman indica contemporaneamente o tambor e aquele que o toca. Entre os dois existe uma união indissolúvel. Tchre significa ensinar, indicar e educar; man significa povo, nação, grupo ou assembleia. Assim, tchreman indica um indivíduo que educa e instrui o povo.
Cada uma das partes do tambor é um elemento vivo, insubstituível e, antes de iniciar a transmissão da mensagem, o homem que o fará soar invoca o “espírito” de cada uma das partes. Em primeiro lugar, agradece à árvore, porque deu o seu tronco para construir a caixa de ressonância. Em seguida, agradece ao animal, que ofereceu a sua pele, com a qual foi feita a membrana. Agradece ainda à liana, a partir da qual se fizeram as cordas e assim sucessivamente, até agradecer ao osso, que, batendo sobre a pele, cria o som e a mensagem. Se faltasse um dos elementos, o tambor não era completo, e por isso não poderia falar.
Os elementos que fazem com que o tambor fale são três: a mão do tocador, as varetas curvas e a pele. As palavras saem do tambor sob a forma de som e os seus diferentes significados dependem da pressão e dos ritmos do toque. Logicamente, para entender a mensagem é preciso ter algumas lições de “linguagem de tambor”.

Gianni Albanese
Imagem disponibilizada na internet

sábado, 26 de setembro de 2009

Olhem para Africa


Através de referencias bíblicas à Etiópia, por exemplo no salmo 68:31, “Etiópia logo estenderá Suas mãos a Deus”, e nos Atos dos Apóstolos 8:27,”pessoas de descendência africana aprendam a reconhecer seu país perdido  e a herança nas referencia a Etiópia e etíopes”. Assim, os Rastas começaram a tratar com carinho todas as referências etíopes na bíblia, pois ali havia a promessa libertadora , e que , quando contrastava com a indignidade da escravidão nas  plantações, mostravam o negro numa luz humana e digna.
É na base do clássico Etiopianismo que Associação do Progresso Universal do Negro e o movimento “Volta - a- África” liderada pôr Marcus Garvey é bem conhecida. A filosofia do nacionalismo racial, proposta pôr Garvey, era um conceito étnico, casando o Etiopianismo e a consciência racial derivada do nacionalismo pan-africano. “Através da consciência racial, membros de uma raça se presente e aspirando pelo futuro”.
Um grupo racialmente consciente é mais que uma mera agregação de indivíduos distintos zoologicamente de outros grupos étnicos. É uma luta social unida com direção à realização pessoal e do grupo com o intuito de alcançar uma qualidade de vida que lhe é própria. Portanto , é um grupo conflitante e a consciência  racial é por si um resultado do conflito. “A raça de um grupo embora não significante intrinsicamente, se torna  um símbolo de identidade que serve para intensificar o senso se solidariedade”.
Para Garvey ser negro significava ser africano, “em casa ou no estrangeiro”, e a identidade racial estipulava direitos nacionais. Sob o título “África para os Africanos” , Garvey relançou a tradição etíope dentro de um programa politico para a libertação dos negros. A visão de Garvey da ‘redenção africana’ foi e permanece radical no sentido que, pela primeira vez na historia, o povo negro era reconhecido universalmente como Africanos no contexto de um movimento de massa com popularidade internacional.
O que é único aos Rastas da Jamaica , na tradição emancipadora africana é sua direta identificação com o Estado Teocrático da Etiópia, sob a regência “eterna” do Imperador  Haile Selassie I , intitulado Jah Ras Tafari I. Modelando-se como a reincarnação dos antigos Israelitas, os Rastas usam o passado bíblico da teocracia judaica para formar sua etnia como uma família , uma nação .
A frase profética mais notável atribuída a Marcus Massiah Garvey afirma, “Olhem para a África! Quando um Rei for coroado, o dia da redenção estará nas mãos”. A coroação em 2 de novembro de 1930 do imperador Haile Selassie I da Etiópia, formalmente intitulado Ras Tafari I foi interpretada como a confirmação da profecia.
Ras significa “cabeça , príncipe” em aramaico e Tafari ,”Sem medo”.
Foi traduzido tambem  pelos pioneiros do movimento Rasta a significar “Criador”. Haile Selassie I , 225’descendente do Rei Salomão e da Rainha de Sheba, recebeu os títulos sagrados escritos na bíblia que foram reservados para o advento da Segunda vinda: Rei dos reis, Senhor dos senhores e Leão conquistador da Tribo de Judá.


Fonte de pesquisa Internet
Imagem Google

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

I & I – EU PODEROSO

A “conversa Rasta” a forma ritual de se falar , praticada em diferentes graus no movimento , é especialmente proeminente entre os aderentes da Ordem Nyahbinghi. Considerando o movimento messiânico e também milenar Ras Tafari I encaixe-se na discriminação “anti sociedade” , “uma sociedade estabelecida dentro de outra sociedade” como uma alternativa consciente. É um modo de resistência ao mercado ainda “escravista” da moderna babilonia. A fala Ras Tafari como uma “anti-lingua não é somente paralela a sociedade , é de fato gerada por ela”. A anti-lingua cresce quando á realidade alternativa é uma realidade contrariada, estabelecida em oposição a realidade subjetiva , não meramente expressando isso, mais ativamente criando e mantendo essa outra forma de expressão , que nada mais é que uma ação coletiva.
“I and I” (Eu e Eu) é usado seja onde um pronome aparecer no discurso; substitui ‘você e eu’. O uso obliquo do pronome expressa a igualdade presumida entre os Rastas. “I and I” significa a identidade comum dos oradores como filhos de Haile Selassie I. Os nomes proferidos pelos Rastas exemplificam a associação do homem e Deus. A enunciação de “I”(eu) quando pronunciado “Jah Ras Tafari I” ou “Haile I SelassieI” conecta a intenção pessoal com a vibração divina.
“Quem é você ? não há nenhum você. Há somente Eu, Eu e Eu. Eu é você, Eu é Deus, Deus é Eu. Deus é você mas não há nenhum você, porque você é Eu, então Eu e Eu é Deus. Nós somos todos cada um e um com Deus porque é a mesma energia de Vida que flui em todos nós”.
Alem disso, a linguagem (I – ance, parlance) Ras Tafari I envolve o remodelamento e ocultamento de itens lexicais para encontrar sua necessidade. Uma técnica comum é conotar um símbolo, incrementado o significado da palavra; por exemplo, transformando “opressores” em “depressores”(opressers= downpressers), “políticos” em “politruques” (politics = politricks), “entendimento” em “sobreentendimento” (understand = overstand). O uso de algumas palavras pelos Rastas que viviam nas colinas da Jamaica davam significado à visão que eles tinham dos urbanos; por exemplo “city” (cidade) = “shity”(merda) ou também para designar o modelo social – “system” (sistema) = “shitstem” (sistema de merda), “situation” (situação) = “shituation” (situação de merda). Quando a
falta de cultura, no cunho educacional – “education”(educação)= “head-decay-shun” (cabeça- decadente- afastada) e principalmente a
valorização de personagens europeus históricos, ligados à igreja católica e que faziam comercio de escravos negros – “Christopher Colombus” (Cristovão Colombo)- “Christ-Come – To- Rob – Us”(Cristo veio nos roubar) fez com que milhares de palavras viessem a surgir no vocabulário denominado de Patois.
Este vasto vocabulário tem a intenção de definir o mundo no qual o Rasta vive, tanto o sistema econômico, religioso e politico como também a aspiração espiritual. Todas as palavras que tem pronome “I” referem-se exclusivamente aos valores ou rituais que os Rastas davam importância ; por exemplo, “I-shence” = “icense (incenso),
(maconha) “I-ses” = “praises”(orações) , “I- ration” = “Creation” (criação), “Ithiopia” = “Ethiopia” (Etiópia) . “I-wah” = “power”(poder) “I-tes”= “thoughts” (pensamentos).
A compreensão da redenção africana é similarmente conotada pelo conceito de “Eu” . “For I” ou “Far Eye” (Para Eu ou Olho que Enxerga Longe) usados em Rastafari I são termos para denominar a visão mística. A experiência visionaria é interna, parte pelo processo de conversação, e ultimamente pela noção visionaria que rendenção é igual a repatriação ; a visão da Africa concorda com a expectativa da salvação.

texto de pesquisa por Markus Falcão: colaraborador do Blog
Jah Blass Irmão


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Lucky Dube




Lucky Dube nasceu em Ermelo, anteriormente chamada de Eastern Transvaal, e agora de Mpumalanga, em 3 de agosto de 1964. Seus pais separam-se antes de seu nascimento e ele foi renegadoa pela sua mãe, Sarah o batizou de "Lucky" (Sorte em inglês), porque ela considera seu nascimento sorte. Juntamente com seus dois irmãos, Thandi e Patrick, Dube passou grande parte de sua infância com sua avó, enquanto sua mãe mudou-se para trabalhar. Em 1999 uma entrevista revelou que sua avó foi descrita como "o maior amor" e que "fez muitas coisas para tornar esta pessoa responsável que sou hoje."
Início de sua carreira musical

Na infância, Dube trabalhou como jardineiro, mas, percebendo que ele não estava ganhando o suficiente para alimentar a sua família, ele começou a frequentar a escola. Lá ele juntou um coro e, com alguns amigos, formou seu primeiro conjunto musical, chamado The Band Air Route. Enquanto na escola, ele descobriu o movimento Rastafari. Na idade de 18, Dube juntou seu primo a banda, O Love Brothers, tocando música pop conhecido como Zulu mbaqanga enquanto o financiamento para a sua vida pelo trabalho Hole e Cooke como um guarda de segurança no carro leilões em Midrand. A banda assinou com a Record Teal Companhia, sob Richard Siluma (Teal foi mais tarde incorporada Gallo Record Company). Embora Dube estava ainda na escola, a banda material gravado em Joanesburgo, durante a sua férias escolares. A resultante álbum foi lançado sob o nome de Lucky Dube e os Supersoul. O segundo álbum foi libertado pouco tempo depois e, desta vez Dube escrevi algumas das letras, além de cantar. Foi nesta mesma época que ele começou a aprender Inglês.
Passando em reggae

Sobre o lançamento de seu quinto álbum, Mbaqanga, Dave Segal (que se tornou engenheiro de som de Dube) incentivou-o a largar o "Supersoul". Todos os álbuns foram gravados posteriores como Lucky Dube. Neste momento Dube começou a notar que os fãs estavam respondendo positivamente a algumas canções durante os concertos ao vivo. Inspirado em Jimmy Cliff e Peter Tosh, ele sentiu que o contexto sócio-político mensagens associadas com o reggae jamaicano foram relevantes para uma audiência em uma sociedade Sul-Africana racista.

Ele decidiu tentar o novo gênero musical e, em 1984, lançou o mini-álbum "Rastas Never Die". O registro vendeu pouco - cerca de 4.000 unidades - em comparação com as 30.000 unidades vendidas com o "mbaqanga". Keen para suprimir o activismo anti-apartheid, o regime proibiu o álbum em 1985. No entanto, ele não foi desencorajado e continuou a realizar shows de reggae ao vivo e escreveu e produziu um segundo álbum, "Think About The Children (1985)". Atingiu disco de platina e estabeleceu-se como um artista popular na África do Sul, além de atrair a atenção fora da sua pátria.
Comercial e de críticos de sucesso

Dube continuou a introdução bem sucedida comercialmente álbuns. Em 1989 ele ganhou quatro Prêmios OKTV para Prisoner, Captured Live ganhou outra para o ano seguinte e ainda outras duas para a Câmara de exílio no ano seguinte. Seu álbum 1993, as vítimas mais de um milhão de cópias vendidas no mundo todo. Em 1995 ele ganhou um contrato com a Motown gravação mundial. Seu álbum Trindade foi o primeiro lançamento em Tabu Motown Records depois da aquisição do rótulo.

Em 1996, ele lançou um álbum compilação, Serious Reggae Business, que levou com ele a ser chamado de "Best Selling Recording Artista Africano" no World Music Awards e do "Artista Internacional do Ano", no Gana Music Awards. Seus próximos três álbuns cada venceu Sul Africano Music Awards. Seu mais recente álbum, Respeito, ganhou uma versão europeia através de um acordo com a Warner Music. Dube turnê internacional, a partilha de fases com artistas como Sinéad O'Connor, Peter Gabriel e Sting. Ele apareceu no 1991 Reggae Sunsplash (exclusivamente nesse ano, foi convidado para voltar ao palco 25 minutos um longo encore) e 2005 o evento Live 8, em Joanesburgo.

Além do desempenho música Dube foi outrora um ator, aparecendo nos filmes voz na escuridão, Getting Lucky e Lucky Strikes Back.
Morte

Em 18 de outubro de 2007, Lucky Dube foi assassinado no subúrbio de Joanesburgo Rosettenville lgo após ter largado dois dos seus sete filhos e seu tio fora da casa. Dube estava dirigindo seu Chrysler 300C, que os assaltantes aparentemente o perseguiram. Os relatórios da polícia sugerem que ele foi morto a tiros por carjackers. Cinco homens foram presos com ligação comn o assassinato. Três homens foram julgados e considerados culpados, em 31 de março de 2009, dois dos homens tentaram fugir e foram capturados. Os homens foram condenados prisão perpétua. Ele deixou sua esposa, Zanele, e sete filhos.
Discografia

* Rastas Never Die (1984)
* Think About The Children (1985)
* Slave (1987)
* Together As One (1988)
* Prisoner (1989)
* Captured Live (1990)
* House of Exile (1991,1992)
* Victims (1993)
* Trinity (1995)
* Serious Reggae Business (1996)
* Tax man (1997)
* The Way It Is (1999)
* The Rough Guide To Lucky Dube (compilation) (2001)
* Soul Taker (2001)
* The Other Side (2003)
* Respect (2007)

Fonte de pesquisa Wikipédia

Dada Yute

Dada Yute



Cauê Granello popularmente conhecido como Dada Yute, começou sua carreira como artista em 2004, na banda paulista Leões de Israel, onde obteve grande experiência e reconhecimento, fez diversos shows de norte a sul do Brasil passando pelas principais capitais, realizando entrevistas em rádios e tv’s. Participou do tradicional Festival “jamaicano” de maior conceito na atualidade (REBEL SALUTE 2006)com público superior a 25 mil pessoas, além disso fez parte do DVD lançado mundialmente juntamente com as bandas The Congos, Burning Spear, Nya Bhing Band, Third World, Richie Spice, Luciano, entre outros. Já dividiu o microfone com ninguém mais ninguém menos que Mr. Gregory Issacs no Maranhão (Jamaica brasileira) cantando um de seus maiores sucessos, a música “Ragga-Muffin”, foi backing vocal do Gladiator Clinton Fearon em sua turnê pelo Brasil e abriu o show da banda de reggae mais conhecida do mundo The Wailers na maior casa de espetáculos de São Paulo “CredicardHall.”

Ainda muito jovem foi encaminhado ao reggae e por motivos maiores vem agindo com influência do poder da santíssima trindade Haile I SELASSIE I, encaminhando os que estão doentes de coração e alma, e servindo a JAH como instrumento de luz, afim da edificação, retitude e salvação de Eu e Eu irmãos, Eu e Eu irmãs, crianças, jovens e até mesmo os de idade avançada.

Atualmente Dada Yute segue carreira solo, apontado por muitos como revelação, está preparando seu primeiro álbum, trazendo uma linguagem contemporânea, New Roots, Hip Hop e DanceHall. Contará com participações especiais de RAS Bernardo e artistas internacionais. O lançamento está sendo aguardado com grande expectativa pelos amantes da verdadeira música espiritual e acreditem a nova geração é o puro FOGO de JAH

Pesquisa Internet
Imagem Google

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Os anos de Trenchtown de Bob Marley!


Os problemas da pobreza, corrupção política, e condições precárias de habitação e educação forneceram muita bagagem para os artistas de Trenchtown. Um dos mais famosos artistas dentre estes, Robert Nesta Marley usou a sua dura realidade e transformou-a em canções.
Para entendermos melhor a razão da música de Marley ainda ser tão relevante e atual, devemos conhecer um pouco mais o lugar onde ele passou a maior parte de sua vida, TrenchTown.
Bob Marley foi para Kingston na sua adolescência para completar sua educação. Os anos de TrenchTown de Bob Marley foi uma experiência ímpar para abrir a visão de Marley, que embora estava acostumado à pobreza nunca tinha visto de forma tão grande como em Trench Town e tudo começou no assentamento Squatter onde Joe Higgs, Mortimer ‘Kumi’ Planno, e Clement Coxsone Dodd ajudaram a moldar o destino de Bob Marley. Estas três figuras ajudaram na formação de sua vida, sua busca pela fé e no desenvolvimento de sua carreira musical.
Foi em um clima tenso causado pela falta de emprego e graves problemas políticos que em Trenchtown Bob se juntou ao seu amigo de infância Neville “Bunny” Livingston, Peter Tosh, Junior Braithwaite e dois backvocals para gravar “Simmer Down”, em 1964. “Simmer Down” era um apelo aos jovens da cidade, para tentar reprimir a violência causada pelo do clima tenso entre os dois partidos rivais, o JLP (Partido Jamaicano do Trabalho) e o PNP (Partido Nacional do Povo).

Essa canção é um exemplo de como a realidade vivida por eles influenciava nas canções e acabou se tornando uma identidade daqueles que viviam nos guetos, nesse caso, Bob Marley em Trenchtown. Já não eram mais bandas covers de artistas americanos, estavam começando a cantar sua própria realidade.                               
Com as pessoas do campo sem mudando para Trenchtown a tensão aumentou e os Wailers eram sofredores que queriam liberdade, assim como os pobres e reprimidos que lutavam por liberdade. Os Wailers representavam o desejo de serem realmente livres da neocolonial Jamaica e suas mensagens ressoaram com os jovens de Trenchtown que logo se tornou um celeiro de talentos.
Em 1967 e 1968 a Jamaica, principalmente Trenchtown, se tornou extremamente violenta quando dois partidos políticos distribuiram armas para seus partidários, logo o nível de crimminalidade subiu, o que aumentou ainda mais o desespero da população.
Muitas pessoas afirmam que Trench Town é o berço do reggae e um ambiente que realmente cultivavam a amizade ou onde se criava amargos inimigos. Foi nesse local que Bob Marley prosperou e criou amizades que duraram até a sua morte. Aqui é que ele, juntamente com os outros membros do Wailers, iriam escrever algumas de suas canções mais fortes de sua realidade. Embora esta comunidade tenha sido uma das mais pobres em todo o país, ainda era o lar de muitos dos grandes músicos do nosso tempo, incluindo Alton Ellis, Joe Higgs, Jimmy Cliff, e Ken Booth, que têm contribuído ao legado musical da Jamaica.
As pessoas que viviam em TrenchTown se sentiam como sofredores em terra estrangeira, muitos deles eram da zona rural e tinham migrado para a cidade a procura de uma vida melhor e que acabaram presas no sistema babilônico, sistema esse que não os deixaria ir emora e nem melhorarem sua situação.
Foi nesse ambiente que os Wailing Wailers começaram a ficar conhecidos com músicas que ao longo do anos refletem o discurso de não aceitação do sistema, que era uma nova forma de escravidão. Após a independência da Jamaica se esperava que as coisas melhorariam, com melhores habitações, mais empregos, mais educação e melhoria da saúde.
Sem duvida o Rastafarianismo foi a maior ameaça ao governo, eram anti-governistas e regularmente assediados pela polícia, sendo presos e tendo seus lares destruídos. A mais famosa tentativa do governo de destruir o movimento Rastafari foi a destruição de Back-O-Wall em Kingston no ano de 1966. Certamente a opressão e a depressão constantes no final dos anos 60 e início dos anos 70 aumentaram e sem dúvida foi um fator definitivo na degradação das comunidades e acabou impulsionando o individualismo.
A realidade da Trenchtown deu origem a alguns dos maiores escritores de todos os tempos, embora a vida fosse dura, foi a influência positiva de pessoas como Cedella Marley Booker, Mortimer Planno, Joe Higgs e outros que permitiu a Bob Marley e os Wailers tomarem consciência das dificuldades e se manterem fiéis ao que eles eram bons, a música reggae. Voluntariamente ou não, eles se tornaram não só os embaixadores dos pobres em sua comunidade, mas em toda a ilha.
Uma das mais importantes influências de Bob Marley em TrenchTown foi Mortimer Planno, que causou um significativo impacto, não só sobre Marley, mas também ao restante dos Wailers. Foi ele quem introduziu Marley a fé Rastafari, e Marley acabaria por levar a todos os membros dos Wailers a uma busca para encontrarem as suas próprias interpretações da verdade, para a maioria ela se encontrava nas doutrinas do Rastafarianismo.
As doutrinas de Marcus Garvey teve um grande impacto sobre Rastafarianismo. Os ensinamentos de Marcus Garvey preconizavam para a completa dependência em sua própria raça, assim como mais importante um bom entendimento e confiança de um hábito de auto-suficiência.
Bob Marley e os Wailers junto com Garvey disseram “… olhem para África, quando um negro for coroado rei, o dia da libertação estará próximo …, a coroação de Sua Excelência Haile Salassie I foi o incentivo que as população negra esperava. A profecia se tornará realidade e muitos viram-se intrigados pelos Garveismo e o Rastafarianismo, logo houve um enorme crescimento na fé Rastafari.
Como resultado Trenchtown viu o ressurgimento dos estudo do Garveismo e Rastafarianismo. Não se tratava apenas de Marley, mas também dos anciões Rastafari, que viviam na comunidade na tentativa de prover esperança aos que viviam na miséria de Trenchtown.
Trenchtown iria expor Marley e os Wailers para o ilusório mundo da indústria músical, Clement Dodd e Lee ‘Scratch’ Perry, preparam eles para mais tarde enfrentarem a indústria da música e para o sucesso e em última instância, criar um ambiente no qual um verdadeiro sobrevivente emergiria.
Trenchtown deu as experiências relevantes necessárias para criar os Wailers e nada teria surgido se não houvesse Trenchtown. Mesmo as canções que nasceram fora de lá são importantes porque as condições das quais os Wailers cantavam, ainda estavam presentes e muito pouco se mudou ao longo dos anos. Trenchtown e Bob Marley caminham lado a lado, se não houvesse Trenchtown é justo dizer que talvez o mundo não teria conhecido Bob Marley

Fonte de Pesquisa Site  Positive Vibration

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Morre compositor de No Woman no Cry


Morreu no último dia 28 de dezembro o compositor Vincent Ford, autor de um dos maiores clássicos da história do Reggae, “No Woman, No Cry”. A música se tornou sucesso mundial e foi eternizada na voz de Bob Marley em 1974, quando lançada no álbum “Natty Dream”.

Ford estava com 68 anos e morreu em um hospital em decorrência de complicações de diabetes. O anúncio da morte do compositor foi feito por Paul Kelly, porta-voz da Fundação Bob Marley, em Kigston, na Jamaica.

Mesmo creditado como autor de “No Woman, No Cry”, alguns críticos acreditam que Marley colocou o nome do amigo apenas para ajudá-lo financeiramente. Ford também apareceu como compositor de algumas músicas do álbum “Rastaman Vibration”.

O cantor e compositor brasileiro Gilberto Gil chegou a gravar uma versão em português da música com o título de “Não Chores Mais”.

A Relação Reino Unido e Jamaica

Os ingleses conquistaram a ilha em 1670. Durante os primeiros 200 anos de domínio britânico, a Jamaica tornou-se o maior exportador mundial de açúcar, o que se conseguiu pelo uso maciço de trabalho escravo africano.

O excesso de zelo britânico no uso de escravos voltou-se contra eles, e no início do século XIX, o número de negros era quase 20 vezes maior que o de brancos. Seguiu-se uma série de revoltas, e em 1838 a escravatura foi formalmente abolida.
Ao longo dos anos que se seguiram, o grau de autonomia da Jamaica foi aumentando, e em 1958, a Jamaica passou a ser uma província de uma nação independente chamada Federação das Índias Ocidentais. A Jamaica saiu da federação em 1962 e é hoje uma nação totalmente soberana.
A Jamaica é uma monarquia parlamentarista e o chefe de estado é o monarca, actualmente a Rainha Elizabeth II. O representante do monarca na Jamaica é o Governador-Geral, que tem como papel a aprovação de leis e outras funções do estado. Em grande medida, o monarca (através do seu representante, o Governador-Geral), é uma figura cerimonial e o pouco poder real que tem está reservado para tempos de crise. O sentimento republicano tem crescido na Jamaica em anos recentes, e é provável que a monarquia seja abolida.
O parlamento jamaicano divide-se em duas câmaras: a câmara dos representantes (house of representatives) e o senado. Os membros da câmara são eleitos directamente, e o líder do partido maioritário na câmara torna-se primeiro-ministro. O senado é nomeado pelo primeiro-ministro e pelo líder da oposição parlamentar.
A Jamaica tem um sistema bipartidário, com o Partido Nacional do Povo (People's National Party) e o Partido Trabalhista Jamaicano (Jamaican Labour Party) a alternar no poder com frequência.

Max Romeo



Talvez seja este o mais polêmico e intrigante artista de reggae mundial. Reconhecido internacionalmente como uma lenda da história do ritmo de Jah, Max Romeo é uma das personalidades mais fortes do ritmo. Mesmo afável pessoalmente, com um ar calmo e ponderado, este artista criou revolução com suas letras.
Dentre os seus vários clássicos, uma canção mostra bem o teor arrasador e pungente de suas letras: “War Inna Babylon”, banida das rádios jamaicanas pelas autoridades do país, que alegavam que o seu teor poderia incitar as pessoas ao conflito. Na verdade, o cantor nada mais fazia que criticar a grande desordem política e o clima de guerra civil reinante na Jamaica entre as duas facções dos partidos majoritários da cena política da ilha, o que a tornava quase ingovernável.
Abordando sempre temas atuais, sejam com conotação político-social ou meramente fatos do cotidiano, Max Romeo é uma lenda. Foi cortejado por inúmeros músicos, como Keith Richards (Rolling Stones), entre tantos outros. É com certeza, um dos mais brilhantes entre os “Old Gladiators “ da Jamaica."

Pesquisa feita por Markus Falcão
Colaborador do Blog
Jah Blass irmão

sábado, 19 de setembro de 2009

Ritual Rastafari o Nyahbinghi

Discurso de Sua Majestade Hailé Salassie na Jamaica 1966

Ilustres membros do Parlamento Jamaicano, apraz-me hoje para obter esta oportunidade de transmitir algumas reflexões para o Parlamento da Jamaica e das pessoas. O povo da Jamaica têm uma longa história gloriosa. O povo jamaicano lutou para alcançar a sua independência e desde a independência do povo jamaicano em uma unidade exemplar nacional passaram a trazer abundância e progresso para si próprios. Porque eu sei da história dessas pessoas maravilhosas e porque eu sei dos sentimentos do povo da Jamaica para entreter o povo etíope, eu sempre quis vir visitar a Jamaica. Agora, graças a Deus, esse desejo me tem sido cumprido.
Após a chegada na Jamaica, tenho visto mais do que eu esperava. Tenho visto o progresso do povo e tenho visto a sua determinação em marcha no sentido de uma maior unidade de progresso. Eu também tenho testemunhado pessoalmente a extensão do sentimento do povo jamaicano para o povo etíope. Mais uma vez gostaria de aproveitar esta oportunidade de expressar meu agradecimento ao Governo e ao povo da Jamaica pela  recepção maravilhosa que foi concedida para mim.
As nossas relações com o povo jamaicano, como eu já disse, não é de origem presente. Numa altura em que o povo etíope sofreu a agressão, agressão dura, o povo da Jamaica mostrou a sua preocupação e solidariedade para com o povo etíope e que desta forma nos forneceu o incentivo em relação à qual o povo etíope será eternamente grato.
Desde que cheguei na Jamaica, pude testemunhar a mim mesmo que estes sentimentos de simpatia que existia, então, continuou, e até agora não há um maior desejo de estabelecer uma relação mais próxima com o povo da Etiópia.
As relações, num sentido mais amplo, entre o povo da Jamaica e do povo da Etiópia e da África estão profunda e duradoura. Todos lutaram pela independência e conseguiu-o agora. Porque as pessoas se dedicam para a realização da nossa independência. alcançamos um objetivo que é a base para a cooperação mútua continuado e de boa vontade.
Além deste, há um laço de gratidão, um vínculo de fraternidade. O povo da Jamaica, em grande parte, têm origem na África. Isso novamente nos dá uma outra base sobre a qual podemos contratar uma relação saudável, uma relação que não só vai ser útil para os nossos respectivos povos, mas uma relação, por causa da semelhança fundamental entre nós, que a longo prazo, contribuir para uma melhor manutenção da paz e segurança internacionais.
Além deste, tanto o povo da Jamaica e ao povo da Etiópia são dedicados a uma outra causa, que é a causa do progresso e da prosperidade. Aqui, novamente a luta que temos de sofrer, as dificuldades que todos temos de vencer, e o programa que devemos adotar têm muita similaridade. Assim, eu digo que o povo da Jamaica e Etiópia têm muito em comum, e esses fatores comuns podem ser utilizados como base para as relações mais fortes entre os nossos dois povos
As pessoas de origem Africana imigraram para muitas partes do mundo. Alguns deles chegaram à Jamaica, outros para outras partes do mundo. Mas onde quer que estejam eles têm similar experiências históricas e os problemas que os esperam dependem de simpatia, e isto pode ser usado por todos nós como a base para o estabelecimento de uma cooperação que será para nosso benefício mútuo.
Além deste também acredito que os povos da Jamaica e Etiópia têm outra importante causa em comum, que é a causa da paz internacional. Muito mais do que os meios de guerra, a violação da paz em algum lugar, deve ser desencorajado para evitar a devastação da raça humana. Temos como uma preocupação importante que não deve haver uma violação da paz e segurança internacionais.
No entanto, se os países pequenos não combinarem todas as suas energias, se os países pequenos não colocarem todo o seu peso em uma direção para a manutenção da paz internacional, então suas vozes individuais no mundo de hoje não importa muito. Isto é precisamente porque os estados menores, pouco Jamaica e Etiópia, têm o supremo interesse que a paz e a segurança internacionais, seja preservada. E, para isso temos de continuar a colaborar para que a nossa voz na cena internacional, seja aumentada.
Além desta, é bem verdade que um país pode alcançar o progresso material sozinho. No entanto, sabemos que a partir das experiências do passado que a cooperação internacional tende a acelerar o ritmo de progresso de cada país. Esta é novamente uma outra área para que possamos pensar e ver de que forma podemos ampliar ainda mais as relações entre os povos da Jamaica e Etiópia. De outro ponto de vista fundamentais é por isso que a organização da Unidade Africano foi estabelecida. É porque o continente Africano, que compreende mais de 250 milhões de pessoas, se ficasse dividido entre mais de 30 estados, suas vozes individuais não teria peso. É precisamente por isso que, uma vez que existe uma identidade de interesses, temos tentado incluir Jamaica também, para que possamos levar este peso nos conselhos das nações, e também através do processo de cooperação e expandir as relações econômicas que poderiam ser em posição de acelerar o ritmo de desenvolvimento dos países-membros da Organização de Unidade Africano.

Esta pesquisa me foi concedida pelo colaborador deste Blog, Markus Falcão
Jah Blass Irmão



quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Quem é a Mulher Rastafari

Quem é a mulher Rastafari? O que ela significa? Existe alguma pessoa como a mulher Rastafari? Se ela vive, onde ela está? Como se sabe tão pouco sobre ela? É por que ela não faz parte da cultura Rastafari? É a mulher Rastafari nada mais do que uma versão de segunda mão do Rastafari?
Estas são algumas perguntas que as pessoas fazem hoje para quem já ouviu falar da mulher Rastafari. Então vamos dar uma breve olhada no que a mulher Rastafari é. Eu estou me baseando no que eu encontrei nos duros golpes da experiência, no que eu tenho visto através da inspiração e no que eu tenho observado como uma jornalista Rastafari, documentando o movimento desde seus primeiros dias até o presente momento.
O Rastafari reconhece a Babilônia como um reino de rainhas prostitutas dominadas por homens ímpios. Sendo assim, a Babilônia não tem nenhum interesse em ter rainhas íntegras como a mulher Rastafari, mas ao invés disso, coloca suas rainhas prostitutas para governar o mundo e levar os inocentes à perversidade. O centro desta poluição espalhada por estas rainhas é a indústria da televisão e dos filmes.
Então, não seria nenhuma surpresa saber que a mulher Rastafari, assim como a Rainha Omega, a legítima Rainha Mãe da Criação, é uma ameaça à Babilônia. Todo Rastafari é filho do Rei Alfa, Pai da Criação e governa com a Mãe, a Rainha Omega, sendo a filha uma continuação da Mãe. Então o mais alto título da mulher Rastafari é Rainha Omega.
A Babilônia tem usado todos os truques para esconder a Rainha Omega do mundo. O principal truque é não deixar a mulher Rastafari chegar ao auge de sua espiritualidade como Rainha Omega e Rainha Africana, Mãe da Terra, a própria Mãe Natureza. Isso aconteceu com a prisão de muitos Rastafari, deixando a mulher desprotegida e provocando a volta para a Babilônia de mulheres que entrarem para a vivência Rastafari no seu início. Além disso, houve uma campanha que levou ao desdém a mulher Rastafari por sua família e sociedade; a recusa de terras para os Rastas e a negação das mulheres e crianças como estabilizadores do movimento.
Os donos de terras, por sua vez, encorajaram o movimento a ser nômade, para desencorajar as mulheres a entrar no movimento e a estabilizá-lo. A desestabilização promovida pela Babilônia promoveu um Rastafari sem laços familiares como a essência do Rastaman – a imagem romântica do profeta/pastor caminhado pelas ruas trazendo o julgamento e o fogo para as pessoas da terra.
A Imperatriz Menen, esposa de Haile Selassie I é a Rainha Omega dentro deste plano. A Rainha Makeda de Sabá é a Rainha Omega de seu tempo assim com foi Maria, mãe de Jesus. O papel da Rainha Omega, a mulher Rastafari, foi resumida por Leonard P. Howell em seu livro “A Chave Prometida” (The Promised Key), escrito com o nome de Gangunguru Maragh. Howell declara: “Rainha Omega, a rainha etíope, é a mulher coroada deste mundo. Ela nos dá o livro das funções dos pólos da Suprema Autoridade. Ela é a Santa Senhora da Criação”.
Howell também registra que depois que o Duque de Gloucester devolveu ao Imperador Haile Selassie I o cetro de ouro puro que havia sido roubado da Etiópia pela Inglaterra pelos ingleses, o duque deu à Rainha Omega “Imperatriz Menen, um cetro de ouro e m
arfim. O cabo era da forma de um ramo de lírios e no topo havia um ramo de lírios florescendo.
A falta de foco na Rainha Omega é em parte devido ao fato que sua representante na terra, a Imperatriz Menen, desapareceu da vida terrena no início da ascensão do movimento. Nunca houve uma declaração universal quando a Imperatriz se retirou dos olhos dos homens da Babilônia. Os escritores modernos acharam mais lucrativo construir uma imagem exótica masculina para levar as mulheres prostitutas a uma desenfreada expectativa da sexualidade dos dreadlocks. Estes escritores não vêem nenhum outro uso da posse da masculinidade exceto para favorecer a sexualidade excessiva e ignorar a presença da Imperatriz no início do movimento.
A influência da Imperatriz Menen no movimento Rastafari durante seu reinado terreno foi muito grande. O Rastafari se dirige à mulher da congregação como Rainha. A mulher Rastafari tem um exemplo feminino como modelo a ser seguido e busca os passos da Imperatriz Menen minuciosamente. O Rastafari vê em cada mulher a Imperatriz Menen e o respeito é grande.
Temos que entender que no mesmo dia que Haile Selassie foi coroado Imperador da Etiópia, a sua Rainha, a Imperatriz Menen, foi coroada Imperatriz da Etiópia e também recebeu as homenagens de 72 nações do mundo. E assim como a coroação de Sua Majestade Imperial simbolizou o homem preto alcançando seu Rei e seu Reino, a coroação da Imperatriz simbolizou a mulher preta alcançando o Reino dela.
O efeito psicológico na mulher preta ao ter uma mulher Africana reinando como Imperatriz com esplendor real e sendo homenageada pelas nações nunca foi enfatizado pelos que supostamente escrevem sobre a cultura Rastafari. Isso nunca pode ser desprezado por aqueles de nós que buscam a mulher na cultura Rastafari.
Para vocês meus irmãos que dão tanto a este povo. Eu mando força Rastafari para vocês que amam a pureza e conhecem a Santidade; que lutam por justiça para todos, eu mando a Jah toda autoridade. Para vocês que conhecem o significado da confiança e do sacrifício e buscam a verdade para que as pessoas possam viver. Filha Rasta seja forte. Os anciãos te chamam para buscá-los. Filha seja feliz, nossas crianças e nossos irmãos precisam do teu amor materno.
Mama Farika Berhane
Anciã Rastafari - 1983
(tradução Sista Nanda) Fonte: Projeto Omega Nyahbinghi

Rod Taylor & Soul Syndicate - Ethopian Kings



Ta ai, uma pedra dos anos 70 que dispensa qualquer comentário,
Rod Taylor é um senhor na arte de fazer Reggae, sua voz se encaixa perfeitamente para o estilo Roots Reggae, um cantor da velha escola da musica jamaicana.
A banda é a Soul Syndicate , a compilação é de 1978 da Freedom Sounds da Jamaica.
Muito recomendavél!
Jah abençoe.

Texto e imagem via internet

Adão Negro


A banda Adão Negro foi fundada em meados do ano de 1996. Dois anos mais tarde, gravou seu primeiro disco, Adão Negro, o qual seria lançado somente em 2000. Impulsionado pela força da pirataria, o grupo começou a tornar-se conhecido nas grandes capitais do país, devido ao registro do show que reuniu 25 mil pessoas no Costa Verde, clube localizado na orla de Salvador, resultando no disco pirata da banda mais divulgado no país, chamado "Adão Negro no Costa Verde".

A partir do ano de 2000, a banda começa a incluir na agenda cidades de diversos estados brasileiros desde Fortaleza a Porto Alegre, dividindo o palco com grandes nomes da música nacional como Planet Hemp, Natiruts, Cássia Eller, Capital Inicial, entre outros, além dos ícones internacionais do reggae como Israel Vibration e Alpha Blondy.

Em 2004, a banda muda-se para São Paulo, viabilizando pequenas turnês pelo sul do país. Em 2007, a banda lança do disco Pele Negra, co-produzido pelo renomado produtor jamaicano Clive Hunt e pelo roqueiro baiano Marcio Mello. O disco foi lançado para um publico recorde de 25 mil pessoas no festival Tributo a Bob, em Salvador, junto com o reggaeman mundialmente conhecido Lucky Dube, que seria tragicamente morto meses mais tarde na África do Sul. Em poucos meses, o Pele Negra tornou-se o mais bem sucedido da carreira do Adão Negro.

Tarrus Riley


Nos 28 anos passados desde a morte de Bob Marley, o reggae tem procurado um novo porta-estandarte. O cantor e compositor Rastafari Tarrus Riley, não é o primeiro a candidatar-se ao papel, mas seu nome já vem sendo mencionado em conjunto com os dos maiores astros do reggae.

Riley possui uma voz expressiva e imediatamente reconhecível, além de um dom para criar letras e melodias que captam os altos e baixos da vida e do amor -o bebê recém-nascido que não deixa seus pais dormirem, o marido que se queixa de que os beijos de sua mulher esfriaram-, de uma maneira que é familiar para seu público jamaicano e encontra eco no resto do mundo.

Riley tem personalidade persistentemente alegre e vive contando piadas, embora leve seu trabalho a sério. Em entrevista por telefone, ele disse que sua missão é "preservar nossa cultura" -ou seja, a música do reggae e a filosofia de Marcus Garvey de poder negro que anda de par em par com ela.

O som dancehall que domina a música jamaicana há duas décadas vem se tornando cada vez mais difícil de ser entendido pelo resto do mundo. Sem criticar o dancehall, Tarrus Riley lidera um retorno ao reggae de raízes tradicionais.

Em julho, ele se apresentou no Reggae Sumfest, festival anual em Montego Bay, Jamaica, com os maiores nomes do rhythm & blues e do hip-hop, além dos melhores artistas locais de reggae. Apresentaram-se, entre outros, Ne-Yo, cujo single de sucesso "Miss Independent" foi a faixa de backing do sucesso de dancehall "Rampin' Shop", de Vybz Kartel e Spice, e, em apresentação conjunta, Damian (Jr. Gong Marley), filho de Bob Marley, e o rapper americano Nas.

A conversa intercultural entre músicos americanos e jamaicanos vem acontecendo há meio século, resultando, entre outras coisas, na criação do ska (pela modificação do bebop americano)  . Mas, à medida que essas inovações foram virando categorias com presença no mercado, o reggae perdeu espaço nos EUA.

"Não gostamos de categorias", disse Riley. "Porque então há a separação e o preconceito. Não aceito todas essas fronteiras, você entende? Gosto de fazer música livre, só isso."

Nascido no Bronx (Nova York) e criado na Flórida e na Jamaica, Riley é filho do cantor de reggae Jimmy Riley, que estourou nas paradas pop britânicas em 1982 com a balada "Love and Devotion".

Tarrus Riley, porém, gostava não apenas do reggae, mas também da música pop. "Tudo me influencia", explicou. "Rock, R&B -a música influencia a música. Amo todas as melodias, sejam quais forem."

À medida que foi amadurecendo, ele começou a fazer letras mais sensíveis, criando o que descreve como "música em sua casa". "Minha garota disse 'por que você não procura um emprego?'/ Ela me pergunta todo dia", ele canta na canção nova "It Will Come". "Você diz que me ama muito / mas isso não coloca comida na panela."

Mas seu amor pelo dancehall é tão forte quanto sua recusa em ser categorizado. "Good Girl Gone Bad", primeiro single de seu novo álbum, "Contagious" (VP Records), tem a participação do jovem D.J. Konshens.

É difícil unir o dividido cenário do reggae, mas talvez seja ainda mais difícil conquistar um público mais amplo com o reggae tradicional. Tarrus Riley, porém, não parece hesitar. "A gente não se liga realmente na dificuldade de nada, sabe", disse. "Sou um homem que aceita os desafios. Estamos aqui para fazer todos os tipos diferentes de música para todos os tipos diferentes de pessoas."
 



Fonte de Pesquisa Folha de São Paulo

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Arcanjo Ras

Com forte inspiração na cultura e fé rastafari, Arcanjo Ras, mas um braço da frente 7 Velas, de Dancehall e New Roots, vem com seu primeiro disco solo imprimir sua identidade nestes 10 anos de estrada dentro da música reggae e suas vertentes contemporâneas. Suas letras traduzem um pouco dessa vivência rasta e palavras de ordem em patuá anti-babilônia. Vale a pena conhecer mais desta voz potente da safra reggae/ragga/dancehall brasileira que cada vez se mostra mais abrangente e intensa... Com forte inspiração na cultura e fé rastafari, Arcanjo Ras, mas um braço da frente 7 Velas, de Dancehall e New Roots, vem com seu primeiro disco solo imprimir sua identidade nestes 10 anos de estrada dentro da música reggae e suas vertentes contemporãneas. Diretamente do Ipiranga - SP, Robinson Rocha de Souza a.k.a Arcanjo Ras, deu início a seus trabalhos na música em meados de 1997. Começou como DJ, e logo descobriu seu talento vocal, fez parte de vários grupos vocais da grande SP, incluindo o “Coral Erudito de São Paulo”, onde estudou canto para seu aperfeiçoamento musical.
Logo conheceu o Reggae e conseqüentemente a cultura Rastafari, disciplina esta que vive até hoje. Mais maduro musicalmente, desenvolveu um estilo e métrica diferenciada e própria, se aprofundou no Ragga, utilizando o ritmo como raiz de trabalho. Suas influências no canto são : Shabba Ranks, Bounty killa, Mad Cobra, Sizzla, Capleton, Baby Cham, Buju Banton, Ward 21, Spragga Benz, Lexxus, Buccaneer e diversos outros cantores de Ragga espalhados pelo mundo e também cantores de outros estilos como Rap, Soul, Blues e Jazz.
Sua versatilidade faz com que Arcanjo Ras consiga desenvolver e marcar forte seu vocal em qualquer ritmo ou estilo, desde shows de drum n bass fazendo participações com grupos como Drumagick e Greve, até o Ragga tradicional e forte juntamente com a Família 7 Velas e Echo Sound System.
Juntamente com esses grupos e em trabalhos solo, fez apresentações em grandes casas como : Credicard Hall, Sesc, Via Funchal, Lov.E, Funarte, Vegas, Sarajevo, Outs, Urbano, Susi In Transe, Mood, Fun House, Studio Sp, e em alguns programas de televisão como : Gordo a Go Go, Banda Antes, Gordo Freak Show, Yo!Mtv Raps (Mtv) e Pro Rad (Sportv), e também em outras cidades como Rio de Janeiro, Curitiba, Canela e Florianópolis.
Seu primeiro álbum solo, intitulado “R.A.S-Respeito & Amor Sempre, acaba de ser lançado pela K-Roots Records. O disco, muito aguardado pelo público de Reggae/Ragga, tem 13 faixas e é composto por muito Dancehall e New Roots.
Arcanjo conta também com uma discografia extensa com várias participações : Igual Você Nunca Viu (Enganjaduz), Uptown Skank 1 e 2 (mixtape do Dj Dubstrong), Afrorude, Jahjah (New York), Fidel Nadal (Argentina), No Final Tudo Acaba Em Rima (Variuz), Família 7 Velas 1 e 2 (compilação), Raps de Verão (compilação da Most com Enganjaduz), Demolisha Sound System (França), Tempo Vai Dizer (Echo Sound System), Fya Bun (mixtape do Jimmy Luv), e os recém lançados Crew Du Fya (7 Velas Crew), Ragga Brazil (compilação), e Mixtape Bum Clap ( mixtape do Dj Jeff Bass).
Este é Arcanjo (Anjo Mensageiro De Ordem Superior) Ras & Angelusabs (Anjo Abstrato) como tb é conhecido, com seu estilo natural e inovador de fazer música, que com certeza é um dos melhores no que faz não importando, ritmo, estilo ou vertente. 

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Lee Perry


O músico, produtor, vocalista e poeta Lee Perry, alcunha de Rainford Hugh Perry, nascido em 1936 no vilarejo de Kendal, no interior da Jamaica, é um dos gigantes da música e sua história está diretamente ligada ao desenvolvimento dos principais estilos da sonoridade jamaicana.

Perry iniciou a carreira no final dos anos 50 quando foi trabalhar no Studio One de Coxsone Dodd, lendário produtor que, no início dos anos 60, comandou as gravações das primeiras canções de reggae. Em meados da década de 60, ele era um misto de mensageiro, técnico de som, compositor, deejay, segurança e também vocalista, mostrando todo seu ecletismo e criatividade.

Após brigar com Dodd depois de 7 anos de trabalho juntos, Perry foi trabalhar com outro produtor, este com bastante dinheiro, Joe Gibbs. Perry passou a comandar o selo de Gibbs, conseguindo alguns hits com suas produções, entre elas uma música onde fazia acusações diretas ao seu ex-patrão, dando mostras do seu gênio terrível e da sua forte personalidade. Não se entendendo com Gibbs, resolveu criar seu próprio selo, Upsetter. Ali Perry recrutou alguns músicos e montou uma banda de estúdio: The Upsetters.

Criado em 1968, The Upsetters incluia os irmãos Family Man e Carlton Barret no baixo/bateria, o guitarrista Alva Lewis, o tecladista Glen Adams e Max Romeo nos vocais. Em 1969 Perry emplacou um reggae instrumental na Inglaterra inspirado nos faroestes europeus estrelados por Franco Nero e Clint Eastwood: "Return of Django", o que rendeu seis semanas de shows dos Upsetters em solo britânico. Foi justamente nessa época que os caminhos de Lee Perry se cruzaram com os de Bob Marley, em termos profissionais, visto que eles já se conheciam dos tempos do ska, tendo ambos trabalhado com Coxsone no Studio One. Os dois gravaram algumas canções que marcariam depois a carreira de Marley como "Kaya".

As coisas estavam mudando na emergente cena reggae jamaicana, por causa do aparecimento de novos selos e produtores independentes, como Perry, que punham em xeque o reinado dos dois maiores produtores até então, Coxsone e Duke Reid. Os Wailers (Bob Marley, Peter Tosh e Bunny Wailer), que estavam sem produtor depois de terem feito sucesso e brigado com Coxsone, acabaram topando com Lee Perry.

Entre 1969 e 1970 as coisas funcionaram bem, mas em 1971 a ligação entre Lee Perry e os Wailers originais desandou. Tratando-se de personalidades fortes, foi até natural o rompimento da relação de amor e ódio que se estabeleceu entre eles, em meio à acusações mútuas. Apesar disso Perry trabalharia com Marley esporadicamente ao longo dos anos subseqüentes, como na gravação do importante compacto "Jah Live" e na concepção do álbum "Rastaman Vibration", além de outras produções que só agora vieram à tona, como a bela "I know a Place".

Com o fim da revolucionária parceria com os Wailers, Lee 'Scratch' Perry começou a construir um estúdio nos fundos de sua casa que viria a se chamar Black Ark, que ficou de pé de 73 à 79, sendo um pólo na nata musical jamaicana. A partir de instrumentos eletrônicos precários, Perry colocava efeitos como eco e linhas de baixo graves em canções de reggae, dando a forma do que é conhecido hoje como Dub. É dele o importante disco "Blackboard Jungle Dub".

A Black Ark foi uma potente usina musical, sob o comando de seu tresloucado construtor/comandante. O som do Scratch e de sua confraria marcou época com produções inovadoras e à frente do seu tempo.

Fonte de Pesquisa Reggae Massive
Adaptado e resumido por Elsy Myrian

Origem do Reggae


que é o Reggae 
O Reggae é um gênero musical que tem suas origens na Jamaica. O auge do reggae ocorreu na década de 1970, quando este gênero espalhou-se pelo mundo. É uma mistura de vários estilos e gêneros musicais: música folclórica da Jamaica, ritmos africanos, ska e calipso. Apresenta um ritmo dançante e suave, porém com uma batida bem característica. A guitarra, o contrabaixo e a bateria são os instrumentos musicais mais utilizados.
As letras das músicas de reggae falam de questões sociais, principalmente dos jamaicanos, além de destacar assuntos religiosos e problemas típicos de países pobres.
O reggae recebeu, em suas origens, uma forte influência do movimento rastafari, que defende a idéia de que os afrodescendentes devem ascender e superar sua situação através do engajamento político e espiritual.
Evolução do Reggae 
Na década de 1950, começam surgir os grandes nomes do reggae como, por exemplo, Delroy Wilson, Bob Andy, Burning Espear e Johnny Osbourne, e as bandas The Wailers, Ethiopians, Desmond Dekker e Skatalites. Nesta época, grande parte das rádios da Jamaica, de propriedade de brancos, se recusavam a tocar reggae. Somente a partir da década de 1970, o reggae toma corpo com cantores que ganham o mundo da música. Jimmy Cliff e Bob Marley tornam o reggae um estilo musical de sucesso no mundo todo. Em 1971, a música I Can See Clear Now de Johnny Nash, assume o topo na parada musical de várias rádios na Inglaterra e Estados Unidos.
Os anos 70 (década de 1970) foi a época dos grandes sucesso do reggae. Várias músicas marcaram época e alcançaram o topo na lista de sucesso das rádios: I Shot the Sheriff  (versão de Eric Clapton ), Peter Tosh com Legalize It e No Woman , No Cry de Bob Marley.
Vários cantores e bandas passam a incorporar o estilo reggae a partir dos anos 80 (década de 1980). Eric Clapton, Rolling Stones e Paul Simon fazem músicas, utilizando a batida e a sonoridade dançante e suave. Atualmente, vários cantores e bandas fazem sucesso nesse gênero musical : Ziggy Marley, Beres Hammond, Pulse, UB 40 e Big Mountain.
Reggae no Brasil
Foi na região norte do Brasil que o reggae entrou com mais força. No estado do Maranhão, principalmente na capital São Luís, é comum a organização de festas ao som de reggae. Na década de 1970, músicos como Gilberto Gil e Jorge Ben Jor são influenciados pelo estilo musical jamaicano. Na década de 1980, é a vez do rock se unir ao gênero da Jamaica, nas letras do grupo Paralamas do Sucesso.
Na década de 1990, surgem vários músicos e bandas. Podemos citar como exemplo : Cidade Negra, Alma D'Jem, Tribo de Jah, Nativus e Sine Calmon & Morro Fumegante.


Fonte de pesquisas Internet
 Imagem Pesquisa Google

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Rasta Alvim

Rasta Alvim foi um dos pioneiros do Reggae do Pará,e também brasileiro..
Ele começou um movimento na década de 70, mais precisamente em 1977, quando em sua casa Rasta Alvim reunia-se com seus amigos Ras Margalho, Jorge Motora,Ricardo Manssoude e Fernando Ripi. Fernando por sinal foi o primeiro a fundar uma casa de reggae em Belém do Pará chamada de “Toca do Reggae”, com todo apoio dos amigos Alvim e Margalho, que ficava localizada na Passagem Secundino Portela, na Marquês de Herval no Bairro da Pedreira, por onde passaram os melhores DJ’s da época tais como: Ras Margalho, Maestro Bernard, Dj Lídio e muitos outros.Ras Alvim têm sua opinião formada sobre a transformação do reggae, dizendo que hoje em dia muitas pessoas vão ás casas de reggae por pura empolgação sem saber de onde vem, o que as canções transmitem, a diferença entre a filosofia rastafari e o reggae, e que a consciência é a peça chave do verdadeiro crescimento regueiro.No que se refere ao rastarafismo, Alvim ressalta que existem hoje em dia pessoas que se caracterizam como rastas usando dreads (uma das características do rastafarismo) que cantam reggae, mas não seguem a filosofia rasta.Seu vocalista favorito é nada mais nada menos que Bob Marley, “Bob conseguiu ter o dom de ser insubstituível, não morreu está apenas adormecido” – diz ele.Alvim gostaria que as pessoas que vão as casas de reggae, fossem com a certeza de que o reggae traz a paz, a união, a humildade e principalmente tenham a consciência que o reggae não é somente uma dança, mas sim uma cultura muito bonita, fácil de aprender e difícil de esquecer.Alvim é um dos responsáveis pelo crescimento do reggae no Brasil, foi ele quem apresentou o ritmo ao dono de radiola “Riba Macedo”, que começou a tocar o reggae entre os forrós e merengues que tocavam em São Luis do Maranhão. Logo o ritmo caiu nas graças dos maranhenses (aliás, o disco que Riba Macedo levou primeiro para o Maranhão foi o “Reggae Frontline”), Ras Alvim é um dos pioneiros do reggae no Brasil, recentemente foi homenageado pela banda Tribo de Jah com a música “pioneiros do reggae” que foi lançada no cd “Guerreiros da Tribo” onde a banda cita o nome dos pioneiros(Rasta Alvim, Ras Margalho, Riba Macedo, Zé Roxinho, Viegas, Natty Nayfson, Chico do reggae e Serralheiro).

sábado, 12 de setembro de 2009






Uma árvore sem raiz não fica em pé", essa é uma das frases que melhor define o trabalho . Através do reggae, o grupo une resistência cultural ao resgate de suas raízes, sendo a música um veículo para suas mensagens de igualdade, amor verdadeiro e fé
"Sinta a música, entre dentro dela, veja o que a música tem a lhe mostrar!"
"Para que os bons sonhos venham ser reais e tenhamos nós dias de plena paz, não se omita, faça sua parte em prol... Abre mão do egoísmo, vamos nos redimir! Dê mais amor ao seu próximo, Deus quer que seja assim! Faça o bem sem ver a quem!!!"
Imagem google
Texto daki acolá

sexta-feira, 11 de setembro de 2009


Se você vem aqui agredir de forma insultuosa o meu trabalho sabe o que desejo a você de verdade lasque-se, vou continuar sim a minha luta contra o preconceito contra os negros, contra os Rastas e contra principalmente aos intelectualoides de plantão, que como abutres ficam buscando no lugar errado a podridão. Continuarei meu trabalho, defenderei o que acho justo e correto, seja elegante não gostou é contra nem entre, mas não me agrida de forma covarde e espúria. A Africa é sim o continente mais amado o mais rico em cultura e o mais desprezado também. Portanto os tambores de Jah continuarão a soar bem alto em seus ouvidos se não gosta não acesse. Se você não se indentifica e não gosta, mas respeite a mim e a toda Comunidade, creio que você não fez um décimo do que ele para tornar a nossa sociedade mais justa e igualitária.

Elsy Myrian Pantoja

E o povão sofre


Ônibus lotado, preço nas alturas e horas longas e intermináveis horas de espera. É assim que se encontra o transporte público no Brasil, serviço esse de baixa qualidade, inseguro e que jamais mereceu com raras exceções uma avaliação positiva de seus usuários. A classe trabalhadora é a mais prejudicada, acordam cedo e levam até duas horas para chegar ao seu destino, isso sem contar com a nova modalidade de protesto insano de tocar fogo nos ônibus. A principal razão dessa balburdia pura e simplesmente, é a falta de um planejamento e controle por parte dos nossos governantes na área municipal, já que os mesmo são os responsáveis por sua implantação, assim como a total falta de visão estratégica adotada pela empresas que exploram os ditos serviços. São tantas as deficiências, a população fica a mercê das mais inusitadas situações como greves longas, aumentos inesperados de tarifas com o objetivo de atender tão somente o interesse dos gananciosos empresários do setor. É gritante o despreparo dos motoristas e cobradores, os pontos ou terminais sem nem um conforto ou proteção, poucos veículos disponíveis, ocasionando superlotação nos horários de pico e ainda o descumprimento dos horários isso com muita freqüência, bem eu teria que desfiar um rosário enorme de outros problemas enfrentados pelos usuários e o pior deles o monopólio das empresas que exploram o setor de transporte da cidade. A falta de concorrente leva o empresário a fazer e acontecer, o descumprimento da lei quanto à convocação de licitações em caráter de urgência para soluções paliativas, agrava mais ainda o caos urbano e a vida de quem depende desse tipo de transporte.
A qualidade do transito depende e muito da melhoria do transporte urbano evitando a utilização de mais carros nas ruas aumentando mais ainda a poluição e engarrafamentos. Lamentável mas essa é a realidade nua crua, mais uma vez o povo fica em desvantagem e mal assistido em suas necessidades, conclusão, estresse alto e um dia improdutivo pra quem precisa de até 4 horas dentro de um coletivo lotado.
Elsy Myrian Pantoja
Imagem disponibilizada na internet

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Nyahbinghi




Nyah significa libertação, objetivo ou propósito. Nyahbinghi (variações: Nyabinghi ou Nyabinghi) é um conceito filosófico que se insere no contexto Rastafari e tem como fundamento a propagação da cultura Rasta através da música. O termo Nyahbinghi provavelmente vem do leste africano e está relacionada com o culto da resistência ao domínio colonial. No dicionário rasta, encontramos os seguintes significados para Nyahbinghi: 1. Morte a todos os opressores (negros ou brancos); 2. Guerreiros do leste africano que resistiram aos colonizadores europeus; 3. Grande encontro dos rastas (concentração com fins espirituais); 4. Rastas ortodoxos, tradicionais; 5. Tambor.Conta a lenda que o baterista da banda clássica jamaicana Skatalites combinou as diferentes batidas nyah com o jazz, criando assim o Ska. Posteriormente, o Reggae foi criado sobre as bases do ritmo Nyahbinghi, como conseqüência do Ska e do Rocksteady. Outra lenda diz que Count Ossie foi o primeiro jamaicano a gravar Nyahbinghi na Jamaica, promovendo assim a cultura Rasta na mídia de massas de maneira pioneira. Além dele, é preciso também citar os nomes de Ras Michael and the Sons of Negus, bem como os Rastafari Elders e os Wingless Angels, como responsáveis pela popularização do ritmo. Bob Marley and the Wailers, Peter Tosh, Bunny Wailer, Prince Buster, Jimmy Cliff, e mais recentemente Groundation e Jah Levi utilizaram o nyahbinghi em suas gravações e apresentações ao vivo. O Nyahbinghi é visto hoje como a re-descoberta das raízes africanas, de onde a humanidade se originou. Três tipos de tambores (geralmente djembês) são utilizados: o baixo, também conhecido como "Esmagador do Papa" ou "Derruba Vaticano" (apelidos que refletem a visão Rasta de associar a Igreja Católica à Babilônia), que reproduz a batida do coração; o médio, reforçando a batida do grave; e o akete ou repique, que toca improvisos sincopados. Apenas um repique ou akete deve ser tocado de cada vez, enquanto o grave e o médio podem ser tocados por diversos músicos simultaneamente. Na Jamaica, o Nyahbinghi é também considerado o mais importante encontro dos rastas. Este encontro também é chamado Groun'nation. Pode ser comparado a um congresso e geralmente dura de um a três dias e por muitas vezes, até uma semana. Nestes encontros, o som dos tambores aquece o ambiente onde reina uma onda de espiritualidade com muita paz e harmonia. O homem Nyahbinghi deve abster-se das condutas imorais, adulteras e que no geral vão contra os princípios de JAH. Deve manter-se longe de toda alimentação não I-tal, tem de estar longe de atividades corruptas e criminosas e como um verdadeiro filho de JAH Rastafari, deve lutar sempre pela paz. Os tambores Nyahbinghi são tocados unicamente por irmãos rastafari durante as horas dos cânticos. Um não rasta não tem permissão de tocar os tambores. A abertura do encontro é realizada geralmente através da recitação dos Salmos 1, 121, 122, 133 e 24. Durante o encontro Nyahbinghi, uma fogueira é acesa com a recitação de hinos cristãos modificados ou de sete salmos: Salmo 68, Salmo 2, Salmo 83, Salmo 94, Salmo 20, Salmo 11 e Salmo 9. Os irmãos dançam em harmonia enquanto outros tocam os tambores. Há um revezamento, mas sempre sem a música parar.


Fonte: No Notion Surf e Wikipedia.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ministro Carlos Minc defende a Amazônia e o Reggae

Quarta-Feira, 9 de Setembro de 2009

09/09/2009 - 16h17

Minc: “Vamos defender o cerrado, a Amazônia e o reggae”

Vídeo no You Tube mostra o ministro Carlos Minc dançando, pedindo ao público para dar as mãos e defendendo a descriminalização da maconha durante show feito pela banda Tribo de Jah na Chapada dos Veadeiros

Sylvio Costa

O discurso certo, feito pela pessoa certa, na hora e no lugar certo. É o que se pode dizer da aparição feita pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, durante show realizado pela banda de reggae Tribo de Jah no último domingo, no município goiano de Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros.

Sempre dançando, Minc fez um discurso em que pediu aos presentes para fecharem os olhos e darem as mãos uns aos outros, celebrando a paz; entoou vivas ao reggae, Bob Marley, Tribo de Jah e Chico Mendes, e aproveitou para defender a descriminalização da maconha.

“Ontem a gente meteu 3 a 1 na Argentina”, disse o ministro antes de completar que, no terreno da descriminalização, os hermanos do Sul estão mais avançados do que nós. “Vamos acabar com a hipocrisia”, bradou, aplaudidíssimo. No vídeo, Minc deixa inscrita outra frase também recebida com palmas, embora menos intensas: “Vamos defender o cerrado, a caatinga, a Amazônia, a mata atlântica e o reggae!” Ele completou: “O reggae é a liberdade”.



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